Fase vermelha em SP: saiba quais são os alunos prioritários nas aulas presenciais

Pela primeira vez durante a pandemia, São Paulo manterá os colégios públicos e particulares no período mais restritivo. A família deve avaliar com a escola se os filhos precisam de aulas presenciais nesse período

4 mar 2021
10h10
atualizado em 5/3/2021 às 08h03
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Após sucessivos recordes de internações pela covid-19, todo o Estado de São Paulo regride para a fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo de retomada da economia e flexibilização da quarentena, a partir da zero hora deste sábado, 6. A medida deve valer até 19 de março com o objetivo de diminuir o nível de transmissão do coronavírus e evitar o colapso do sistema de saúde. Pela primeira vez durante a pandemia, as escolas paulistas vão ficar abertas nesta etapa de quarentena mais rígida.

Veja as regras para essa abertura:

Por que as escolas de São Paulo vão ficar abertas mesmo na fase vermelha?

A decisão de manter as escolas abertas durante a fase mais restritiva do Plano São Paulo teve como exemplo países europeus, como França, Reino Unido, Alemanha e Dinamarca. A visão é a de que a escola - desde que cumpra protocolos sanitários e de distanciamento social - também é um serviço essencial. Especialistas têm apontado os riscos do longo período de afastamento das escolas, como déficit de aprendizagem e prejuízos socioemocionais, sobretudo para os mais vulneráveis. Pesquisas também já mostraram que os colégios não são espaços de grande transmissão do novo coronavírus.

A recomendação vale para as escolas particulares?

Sim, também vale para a rede privada.

Todos os alunos podem continuar indo à escola?

Sim, mas como o Estadão adiantou, as escolas públicas e privadas devem dar prioridade aos alunos mais vulneráveis, o que podem ser estudantes com deficiências ou dificuldades de aprendizagem, com problemas emocionais, alimentares, sem conexão de internet em casa para ensino remoto. Pais que trabalham nos serviços essenciais também devem ser atendidos. O secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, citou ainda prioridade para crianças da educação infantil, de 4 e 5 anos, e para aquelas que estão nos primeiros anos do fundamental, em fase de alfabetização. Todas as escolas devem cumprir o limite de 35% de presença de alunos por turno e seguir os protocolos de higiene e distanciamento social previstos pelo governo, como distância de 1,5 metro entre os estudantes e oferta de álcool em gel para todos.

Qual é a previsão na rede estadual?

Na rede paulista, a Secretaria definiu como critérios para formar o grupo de mais vulneráveis os alunos que têm necessidade de se alimentar na escola; os que têm dificuldades de acesso à tecnologia ou não têm os equipamentos necessários para estudar de forma remota. Terão prioridade também estudantes com a saúde mental em risco e aqueles com defasagem de aprendizagem ou que fazem parte da educação especial. Também será priorizada a presença dos alunos cujos responsáveis trabalhem em serviços essenciais, como a área da Saúde. Ainda conforme o governo paulista, as escolas ficarão abertas para fornecer refeições para todos os estudantes que necessitam, até mesmo para os que entrarem no rodízio e não puderem participar das aulas presenciais, em um determinado dia, por causa do limite máximo permitido.

As prefeituras ainda podem proibir a abertura das escolas em seus municípios?

Sim, os prefeitos podem decidir ser mais restritivos que o Estado. No entanto, precisam publicar um decreto sobre o assunto. Na capital, a Prefeitura já divulgou nota dizendo que escolas públicas e privadas devem continuar abertas, com 35% de ocupação, como já vinham fazendo. Outras cidades, como São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, suspenderam atividades presenciais na rede pública e privada.

Como saber se meu filho deve ir à escola durante a fase vermelha?

A família deve avaliar com a escola se os filhos precisam de aulas presenciais nesse período de duas semanas de fase vermelha. A orientação da Secretaria Estadual da Educação é de que os alunos que possam ficar no ensino remoto evitem a ida ao colégio, como forma de reduzir os índices de transmissão do vírus.

Os pais são obrigados a mandar os alunos para as escolas?

Não, a decisão será de cada família.

E o que as escolas particulares decidiram?

Os colégios particulares de São Paulo têm discutido se vão mudar o planejamento de atividades presenciais ou reduzir a frequência de estudantes. Parte das escolas vai manter a previsão atual de aulas, com limite de até 35% de estudantes na unidade. Outros colégios já preveem reduzir a quantidade de alunos ou turmas e priorizar grupos, como os de educação infantil. Para tomar as decisões, as famílias dos estudantes também têm sido consultados.

As faculdades estão liberadas?

As aulas e atividades presenciais dos cursos de medicina, farmácia, enfermagem, fisioterapia, odontologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutrição, psicologia, obstetrícia, gerontologia e biomedicina poderão ser retomadas em qualquer fase do Plano São Paulo, admitida a presença de até 100% do número de alunos matriculados. Nas demais graduações, as atividades presenciais ficam suspensas na fase mais restritiva.

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Estadão
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