Escolas estaduais de SP vão receber só 35% dos alunos no início do ano letivo

Medida vale até para regiões na fase amarela, que poderiam ter capacidade de 70% na rede pública

12 jan 2021
19h04
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Escolas da rede estadual paulista devem funcionar com apenas 35% da capacidade nas duas primeiras semanas de fevereiro. Cada unidade poderá definir a própria rotina, mas a proposta é que os estudantes façam rodízio e frequentem a escola uma ou duas vezes por semana no início do ano letivo.

As aulas no Estado de São Paulo devem ser retomadas no dia 1.º de fevereiro. Em dezembro do ano passado, uma resolução do governo estadual definiu que as escolas abririam no Estado de São Paulo mesmo na fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, decretada quando há aumento de casos da covid-19.

Atualmente, as regiões de Marília, Sorocaba, Registro e Presidente Prudente estão na fase laranja. O restante do Estado, incluindo toda a Grande São Paulo, segue na fase amarela. A resolução de volta às aulas de dezembro estabeleceu retorno de até 35% dos alunos nas fases laranja e vermelha, 70% na fase amarela e 100% na fase verde.

Nas duas primeiras semanas do ano, porém, mesmo as regiões que estejam na fase amarela deverão voltar só com 35% dos alunos da rede estadual. A medida, divulgada pela Folha e confirmada pelo Estadão, valerá apenas para a rede estadual - as redes municipal e privada poderão seguir os porcentuais definidos no Plano São Paulo.

Os municípios também podem ser mais restritivos do que o Estado, como é o caso da capital paulista, que só autorizou o retorno para aulas regulares no ensino médio. Ainda não há definição sobre como será a volta às aulas na cidade de São Paulo em fevereiro.

Nesta quarta-feira, 13, o Conselho Estadual de Educação se reúne para definir a obrigatoriedade de que professores e estudantes retornem à escola. Em dezembro, o secretário Rossieli Soares afirmou ao Estadão defender o retorno obrigatório de alunos e docentes.

Volta às aulas na rede pública do ABC paulista será só em março

Nos municípios do Grande ABC, o retorno das escolas públicas só deve ocorrer em 1º de março, conforme decisão de sete prefeitos do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, após reunião nesta terça-feira, 12. Na rede privada desses municípios, o retorno será autorizado no dia 18 de fevereiro.

Participaram da reunião o presidente do Consórcio ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra; e os prefeitos de São Bernardo do Campo, Orlando Morando; de São Caetano do Sul, Tite Campanella; de Diadema, José de Filippi Júnior; de Mauá, Marcelo Oliveira; de Ribeirão Pires, Clovis Volpi; e de Rio Grande da Serra, Claudio Melo, o Claudinho da Geladeira.

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Estadão
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