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Escolas familiares agrícolas lideram ranking do Enem 2014

Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, mostrou-se surpreso, e o Inep fez questão de destacar o resultado considerado inesperado

6 ago 2015 - 13h10
(atualizado em 25/8/2015 às 17h56)
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No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, as escolas familiares agrícolas ficaram entre as melhores instituições privadas do país que atendem alunos de nível socioeconômico baixo ou muito baixo. Os dados do Enem por escola foram apresentados nessa quarta-feira (5) pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

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Ministro da Educação afirmou que o MEC vai dar agora mais visibilidade e ir atrás da experiência dessas escolas para “aprender com elas”
Ministro da Educação afirmou que o MEC vai dar agora mais visibilidade e ir atrás da experiência dessas escolas para “aprender com elas”
Foto: Reprodução

As escolas familiares agrícolas fazem parte do recorte do Inep de escolas privadas de grande porte (com mais de 90% de alunos que fizeram o Enem), com indicador de permanência alto (com mais de 80% dos alunos que fizeram o exame e cursaram todo o Ensino Médio nelas) e que atendem alunos de nível baixo ou muito baixo, ou seja, os mais vulneráveis socialmente.

O ministro da Educação, Renato Janine, disse que foi uma surpresa para o Ministério da Educação (MEC) e o Inep fez questão de destacar o resultado considerado inesperado. “Não sabíamos da grandeza do trabalho delas [das escolas familiares agrícolas] e é interessante quando uma pesquisa mostra algo inesperado, porque normalmente elas mostram confirmações do que já existe”, disse.

Segundo Janine, o MEC vai dar agora mais visibilidade e ir atrás da experiência dessas escolas para “aprender com elas”. São instituições comunitárias geridas por associações de moradores e sindicatos rurais vinculados à comunidade. “Nesse sentido [de atender aos três critérios], é a melhor escola privada do Brasil e merece nosso destaque”, ressaltou Janine.

O presidente do Inep, Chico Soares, destaca que as escolas avaliadas são muito heterogêneas entre si e que é possível a construção de muitos rankings. “Um único ranking produz um quadro distorcido da realidade”, disse ele, explicando que é preciso considerar o porte e a estratégia da escola de seleção de alunos e as características socioeconômicas dos estudantes.

O indicador de permanência na escola foi utilizado pela primeira vez nas avaliações do Enem por escola, além dos indicadores de nível socioeconômico e a formação docente. Os dados mostram que, quanto mais alto o nível socioeconômico, melhores são as notas em todas as áreas de conhecimento avaliadas. Escolas com alunos de nível muito alto tiveram uma nota média de 611 pontos, enquanto as que atendem um nível muito baixo foi de 429 pontos.

As maiores médias foram apresentadas pelos estudantes cujos professores têm formação acadêmica específica nas disciplinas que lecionam. Aquelas que têm até 50% dos professores lecionando na sua área tiveram média de 478 pontos, enquanto aquelas escolas que têm mais de 50% dos professores formados nas disciplinas tiveram média de 512 pontos.

O Enem de 2014 foi feito por aproximadamente 6,2 milhões de estudantes em todo o país. Os alunos fazem provas de redação, matemática, português, ciências humanas e ciências da natureza. Para a correção das provas, é usada a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Segundo o Inep, além de estimar as dificuldades dos itens e a proficiência dos participantes, essa metodologia permite que os itens de diferentes edições do exame sejam posicionados em uma mesma escala. Cada uma das quatro áreas do conhecimento avaliadas no Enem tem uma escala própria, e a redação é a única parte do exame em que os alunos têm de escrever.

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Agência Brasil Agência Brasil
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