De livros didáticos ao Hino: veja polêmicas envolvendo Vélez Rodríguez

Ministro da Educação admitiu erro ao colocar slogan de campanha em carta enviada às escolas

27 fev 2019
08h10
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O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, admitiu nesta terça-feira, 26, que errou ao colocar o slogan da campanha de Jair Bolsonaro em carta enviada a todas as escolas do País para ser lida aos alunos. A medida, divulgada na segunda, causou reações no meio educacional e entre pais de estudantes.

Relembre outras polêmicas envolvendo o ministro:

Livros didáticos

Vélez teve de lidar, logo ao assumir, com o edital dos livros didáticos de 2020. Na primeira versão, não seriam mais necessárias referências bibliográficas. Também foi retirado o item que impedia publicidade e coibia erros de revisão e impressão. Após a divulgação, o MEC retirou o texto e abriu sindicância, alegando erro da gestão anterior.

'Canibal'

Em declaração à revista Veja, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou que o brasileiro viajando é um "canibal", pois "rouba coisas dos hotéis" e isso precisa ser revertido na escola. Questionado no Supremo Tribunal Federal, ele informou à ministra Rosa Weber que foi "infeliz" na declaração.

Cazuza

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, teve de se retratar após atribuir erroneamente uma frase ao cantor Cazuza, morto em 1990. Pelo Twitter, Vélez Rodriguez comunicou que ligou para a mãe de Cazuza, Lucinha Araújo, para "desfazer o equívoco". Em uma entrevista, Vélez Rodríguez citou Cazuza ao ser questionado sobre se liberdade não incluiria ensinar marxismo, fascismo e liberalismo. "Liberdade não é o que pregava Cazuza, que dizia que liberdade é passar a mão no guarda. Não! Isso é desrespeito à autoridade, vai para o xilindró", disse Vélez Rodríguez.

Hino Nacional

Vélez enviou carta a diretores de escola, sugerindo leitura de um texto com slogan de Bolsonaro e filmagens. A mensagem causou reação no meio educacional. O Conselho de Secretários Estaduais disse que a recomendação feria a autonomia dos entes da Federação e algumas pastas indicaram que não seguiriam a proposta. Vélez Rodríguez teve de abrir mão do slogan e indicar que gravações "precisam ser autorizadas".

Estadão

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