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Eduardo Bolsonaro defende irmão por críticas ao GSI e diz que não há instituição 100% confiável

O ataque de Carlos a militares não é inédito; o "filho 02" do presidente da República já criticou publicamente o vice-presidente Hamilton Mourão e o general Santos Cruz, que acabou demitido do governo

2 jul 2019
14h32
atualizado às 15h11
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BRASÍLIA - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, saiu em defesa do irmão Carlos que, na segunda-feira, 1º, abriu nova frente de ataques a alas militares do governo. Desta vez, o alvo do vereador carioca do PSC foi o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno.

"Ele não falou que desconfia do general Heleno", minimizou Eduardo Bolsonaro.

Em suas redes sociais, vereador do Rio, "filho 02" do presidente da República, criticou a segurança do presidente. O ataque de Carlos a militares não é inédito. O filho de Bolsonaro já criticou publicamente o vice-presidente Hamilton Mourão e o general Santos Cruz, que acabou demitido do governo.

Sem citar o nome do ministro, Carlos levantou suspeitas sobre a conduta do GSI no episódio que levou à prisão o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, flagrado na Espanha com 39 kg de cocaína em voo da Força Aérea Brasileira (FAB).

"Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI?", respondeu o vereador Carlos Bolsonaro em um comentário. "Sua grande maioria podem (sic) ser até homens bem intencionados e acredito que sejam (sic), mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses internamente e infelizmente sou ignorado. Estou sozinho nessa, podendo a partir de agora ser alvo mais fácil ainda tanto pelos de fora tanto por outros."

Para Eduardo, as críticas foram "normais". "O Carlos só expressou uma desconfiança dele pessoal e, mesmo assim, fazendo uma ressalva dizendo eu a maioria dos funcionários, das pessoas que trabalham dentro do GSI ou fora, são pessoas que fazem um bom trabalho. Ele comentou em cima de um vídeo de uma jornalista desconfiada de alguns membros de forças armadas e etc. O recado que essa jornalista passou no vídeo é que não existe categoria 100% confiável. E ela está certa. Nem 100% dos políticos são honestos, 100% de qualquer categoria está acima do bem e do mal", afirmou o deputado.

Na segunda, o governo tentou minimizar a fala de Carlos. O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou a jornalistas em entrevista coletiva que o GSI possui qualificação "bastante extremada" e que seus recursos humanos "são preparados da melhor forma possível para promover segurança".

Estadão
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