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Doria decide não afastar secretário detido pela PF

Alexandre Baldy teve a prisão preventiva decretada durante investigação da Lava Jato no Rio que apura desvios na Saúde

6 ago 2020
15h50
atualizado às 15h53
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Diante da prisão na manhã desta quinta-feira, 6, do secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, o governo João Doria (PSDB) decidiu aguardar que Baldy tome a iniciativa de se afastar do cargo, o que deve ocorrer tão logo seja possível, segundo auxiliares do governador no Palácio dos Bandeirantes. Baldy deverá comunicar o afastamento com o argumento de que irá se concentrar em sua defesa, e deixará o cargo para seu secretário executivo, Paulo José Galli.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes
Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP / Estadão Conteúdo

A saída de Baldy a partir de um pedido do próprio secretário é a forma como a equipe de Doria pretende afastar o governador do desgaste da prisão de seu auxiliar direto sem causar atritos com o Progressistas, atual partido de Baldy.

A prisão de um secretário de governo durante exercício do mandato é fato inédito em São Paulo e ocorre duas semanas após Doria ter de repercutir os indiciamentos de José Serra e Geraldo Alckmin, seus dois antecessores eleitos para o cargo, todos do PSDB.

Com Baldy ainda detido na sede da Polícia Federal de São Paulo, na Lapa, zona oeste, os detalhes burocráticos sobre o como seu pedido de afastamento será formlizado ainda não foram decididos.

O argumento de um afastamento para cuidar da defesa é o mesmo que Doria usou em dezembro de 2018, quando ele havia indicado o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) para a pasta da Casa Civil. Kassab não exerce o cargo, mas seu nome ainda é publicado todos os dias no Diário Oficial do Estado como titular da pasta.

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Estadão
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