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Doria: 'Brasil precisa de esperança e paz'

Ao lado do ex-governador, Rodrigo Garcia afirma que só se surpreendeu com desistência de disputar o Planalto quem 'não conhece' o tucano

24 mai 2022 15h05
| atualizado às 16h11
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Um dia após anunciar sua saída da corrida presidencial, o ex-governador João Doria (PSDB) disse nesta terça-feira, 24, que o "Brasil precisa de paz e esperança". Doria participou, ao lado do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), de evento do Lide, grupo de relacionamento com empresários que criou.

No almoço, Garcia, que tentará a reeleição, afirmou que só se surpreendeu com o anúncio da retirada da pré-candidatura ao Planalto "quem não conhece" Doria.

"A decisão do João ontem pode ter surpreendido as pessoas que não o conhecem. Todos que convivem com você, conviveram com você, sabem que você sempre teve espírito público, sempre teve o desprendimento necessário em favor das causas coletivas", disse o governador, dirigindo-se a Doria.

O ex-governador João Doria e o governador Rodrigo Garcia em foto de 31 de março de 2022. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Em entrevista, Doria afirmou que Garcia é o candidato "mais preparado". "É o candidato com melhores condições para dar continuidade ao trabalho que ele já vem realizando brilhantemente em São Paulo. Terá o meu apoio", disse.

Garcia, que também falou à imprensa nesta tarde, foi questionado sobre a participação do aliado na sua campanha, mas desconversou.

"O ex-governador Doria realizou um grande trabalho aqui em São Paulo", afirmou Garcia, sem responder se ele subiria em seu palanque. "Ele continua dando sugestões a mim e a outros membros do PSDB como gerir o Estado de São Paulo e fazer uma boa gestão pública." O governador finalizou dizendo que sua campanha será discutida em julho, durante as convenções partidárias.

Como mostrou o Estadão/Broadcast Político, a pré-candidatura do atual governador foi um dos motivos para o PSDB desembarcar do projeto nacional com Doria, por temer que a rejeição ao ex-governador, registrada nas pesquisas de intenção de voto, minasse as chances de Garcia de permanecer à frente do Palácio dos Bandeirantes.

Estadão
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