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Dólar dispara a R$4,03 e renova máximas desde maio com exterior; volatilidade salta

14 ago 2019
15h36
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O dólar disparava mais de 1,6% ante o real nesta quarta-feira, superando com folga a linha dos 4 reais, em meio a uma forte aversão a risco nos mercados globais que golpeava moedas emergentes e aprofundava o caos nos mercados da vizinha Argentina.

Notas de dólar
26/03/2015
 REUTERS/Gary Cameron
Notas de dólar 26/03/2015 REUTERS/Gary Cameron
Foto: Reuters

Por volta de 15h22, o dólar à vista subia 1,68%, para 4,0335 reais, nas máximas intradiárias desde o fim de maio.

Na B3, o dólar futuro de maior liquidez saltava 1,79%, para 4,0385 reais.

A volatilidade implícita voltava a subir fortemente. A taxa para três meses ia de 12,46% na véspera para 13,16% nesta sessão, nos picos desde meados de junho. Quanto mais alta essa medida, mais vaivém no preço do dólar o mercado projeta para o curto prazo.

O gatilho para o salto do dólar era o exterior, onde ativos considerados arriscados --como ações e moedas emergentes-- tinham firmes baixas diante de crescentes temores de recessão, após a curva de rendimentos dos Treasuries ter se invertido pela primeira vez desde 2007.

"A causa é externa, com uma 'ajuda' da Argentina", disse Thiago Silencio, operador de câmbio da CM Capital Markets. "Mas, diferentemente de altas recentes do dólar, o movimento está ocorrendo sem pressão na liquidez, e isso indica que o Banco Central deve se manter afastado por enquanto", ponderou.

A taxa do casado --uma espécie de cupom cambial de curtíssimo prazo-- era cotado em torno de 2,8% nesta sessão, bastante alinhado ao padrão histórico. Em momentos de estresse na liquidez, essa taxa chega a rondar 7%.

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