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Startup cria o primeiro criptobanco brasileiro e lança oferta inicial de moedas

31 jul 2018
16h23
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A Bancryp pretende revolucionar os serviços financeiros ao desenvolver o primeiro criptobanco brasileiro. A proposta é que os clientes utilizem moedas digitais para pagamentos em locais físicos, negociem e troquem tokens como bitcoin, litecoin, ethereum, ripple e XBANC Token, a criptomoeda desenvolvida pela startup. A empresa, criada pelos profissionais de tecnologia e vendas, Elvis Lopes e Alessandro Gomes, está captando recursos. A meta da empresa é alcançar US$ 40 milhões até novembro.

O negócio foi criado em 2017 com o propósito de fomentar o mercado de criptomoedas em uma plataforma simples onde todos consigam utilizar o serviço. "Quanto mais pessoas usarem, trocarem e confiarem, mais o mercado irá crescer", defende Elvis Lopes, CEO do Bancryp. Em julho, a empresa irá abrir uma oferta inicial de moedas (ICO, em inglês). Em uma campanha de ICO, uma porcentagem da criptomoeda é vendida aos primeiros financiadores do projeto. A venda pública acontecerá entre julho e setembro. "Nossa missão é construir um ambiente descentralizado, econômico e seguro para quebrar as fronteiras internacionais e as burocracias desnecessárias para controlarmos nosso dinheiro", explica o CCO Alessandro Gomes.

A partir de outubro, o Bancryp passa a oferecer os primeiros serviços na sua plataforma. O criptobanco irá oferecer transações em tempo real entre real e criptomoedas, de forma que os clientes possam gerenciar ambas. Será possível realizar empréstimos, consórcio e linhas de crédito. O pagamento também poderá ser feito com uma pulseira com tecnologia de aproximação. As soluções de pagamento poderão ser integrados com gateways de pagamento como Paypal, Stripe, Pagseguro, Mercado Pago, Moip, entre outros. A expectativa é que em 2019 mais de 500 mil contas sejam abertas, uma receita de R$ 18 milhões e expansão em dois países da América Latina.

A revolução do blockchain

Tanto Lopes quanto os sócios trabalham no setor tecnológico há alguns anos. Juntos, em 2016, ajudaram a desenvolver uma plataforma de consórcio online, que conta com 45 mil franqueados. No mesmo ano, eles criaram um bracelete inteligente para esportistas com conteúdos personalizados por nutricionistas e treinadores. Mais de 6 mil pessoas fizeram downloads. Ao conhecer mais o mercado digital, Lopes percebeu o poder do mercado das criptomoedas, tornou-se um especialista em Blockchain e desenvolveu a tecnologia e o conceito do criptobanco. "O brasileiro precisa de um serviço tropicalizado que atenda às necessidades específicas do país", explica o CEO.

Blockchain é a tecnologia utilizada por bitcoins e outras moedas digitais. Atua como um protocolo compartilhado de segurança, pois permite que as informações digitais sejam copiadas, mas não duplicadas, o que assegura confiança entre as partes. As criptomoedas são conhecidas por fornecerem anonimato. As transações não podem ser falsificadas ou revertidas e tendem a ter taxas baixas — sendo mais confiáveis do que a moeda convencional. O mercado de criptomoedas cresce rapidamente, o que significa que um pequeno investimento pode se tornar uma grande soma.

Foto: Divulgação / DINO

Criptobancos pelo mundo

Inicialmente, a empresa surgiu apenas para ser uma nova forma de pagamento, a partir de criptomoedas. Mas entendendo o mercado, no qual o volume de transações e o nível de confiança dos consumidores é cada vez maior, os sócios brasileiros decidiram ir além. "Criar uma grande plataforma simples. Com o diferencial de verticalizar todos os serviços. A maioria dos concorrentes é de fora. O brasileiro precisa do serviço mais tropicalizado", explica Gomes. O que significa oferecer serviços adaptados para o comércio nacional, como recarga de celular, pagamento de boletos, parcelamentos, e consórcio, que é um produto financeiro tipicamente brasileiro.

Além de Gomes, os outros sócios são Daniel Tinoco, especialista em controle e administração financeira. Dono de uma empresa de consórcio autorizada pelo Banco Central. Traz uma bagagem na área jurídica, de compliance e classe regulatória. E Alberto Sousa, especialista em vendas e investidor em criptomoedas.

De acordo com Gomes, o objetivo do Bancryp é fornecer liquidez rápida para usar no dia a dia. Assim, os consumidores brasileiros utilizam as criptomoedas no seu cotidiano, incorporando o método de pagamento até para a compra de um café. E, para isso, toda a tecnologia, inclusive os cuidados com compliance e protocolos de segurança, são desenvolvidas internamente, no escritório em Florianópolis.

A ilha da tecnologia

A ilha de Santa Catarina já é conhecida nacionalmente por se destacar no cenário tecnológico nacional. Segundo o ACATE Tech Report 2015, o último levantamento criado pela Associação Catarinense de Tecnologia, com um faturamento médio de R$ 4,7 milhões por empresa, o polo de Florianópolis é o terceiro maior do Brasil. Já o faturamento em todo o estado, estimado em R$ 11,4 bilhões, corresponde a aproximadamente 5% do Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina. São 2,9 mil empresas de TI, com cerca de com 5,3 mil sócios empreendedores e mais de 47 mil funcionários.

Para os sócios da Bancryp, a ideia é transformar a ilha da tecnologia na ilha das criptomoedas, ou melhor "Cryptoisland". Com 17 pessoas na equipe, a empresa conta com colaboradores e consultores em diversos países, como a Índia, China e Estados Unidos. Em maio de 2018, os sócios apresentaram o negócio no Blockchain Summit Latam, evento que ocorreu no Chile. Em junho, irão participar do Cripto Valley Conference um dos maiores eventos de criptomoedas e blockchain, na Suíça.



Website: https://bancryp.com
DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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