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Internet das coisas: quão próximo se está do conceito?

18 nov 2020
21h37
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Quando se pensa em internet, o que geralmente vem à mente é um monte de pessoas acessando portais de notícias e redes sociais, vendo vídeos e ouvindo músicas via streaming, ou um grupo de amigos em um jogo on-line. Em comum, há o fato de pessoas (ou ideias) se conectarem umas às outras. Entretanto, também é possível usar a internet como meio para que equipamentos conversem automaticamente entre si. A primeira seria a internet das pessoas, a segunda, a internet das coisas, ou IoT, do inglês internet of things.

Com a internet das coisas é possível, por exemplo, monitorar a temperatura em uma fábrica para ligar ou desligar o sistema de ar-condicionado. Para isso, espalhariam-se sensores de temperatura no interior e no exterior da planta. Dessa forma, o sistema central na nuvem saberia quando seria conveniente desligar o sistema e abrir as janelas, para otimizar o consumo de energia. Ou fazer o inverso: fechar as janelas e ligar o sistema de ar-condicionado. Tudo de maneira automatizada, sem necessidade de intervenção manual.

Ainda no ambiente corporativo, é possível imaginar um maquinário que custa milhões de dólares e precisa estar com a manutenção sempre em dia. Agendar uma manutenção simplesmente em função do número de dias pode levar a um procedimento "desnecessário", antes da hora, gerando custos que poderiam ser evitados. Já uma manutenção tardia pode levar à quebra do equipamento, o que implicaria gastos de milhares de dólares com o reparo, além de perdas com a interrupção da cadeia de produção. A IoT, com certeza, pode ajudar a encontrar o tempo certo para a manutenção.

As aplicações são inúmeras, e o impacto dessa tecnologia vai além do mundo corporativo e dos negócios. Em uma cidade, por exemplo, um sistema conectando sensores de tráfego e semáforos inteligentes espalhados ao longo de uma via, pode, com uma visão sistêmica do trânsito local, do entorno e até de toda a cidade, determinar o tempo de abertura e fechamento dos semáforos. Não só nessa via, mas também em outras, melhorando a fluidez do sistema inteiro.

Como se vê, a IoT pode impulsionar um movimento em direção à melhor qualidade de vida e mais disponibilidade de tempo, item que se tornou o mais precioso da humanidade. No entanto, para que esse resultado seja alcançado, são necessários investimentos em infraestrutura para conectar os equipamentos e sensores bem como para armazenar e processar um volume cada vez maior de dados gerados e coletados.

É necessário, também, ter organizações e gestores cada vez mais tomando decisões baseadas nessa montanha de dados, o que requer mudança de mentalidade. Fazendo uma analogia simples: qual é o valor de saber que o tanque de combustível do carro está vazio, já na reserva?

Se utiliza essa informação para decidir entrar num posto logo em seguida, ela foi valiosíssima, evitando que tenha uma pane seca e perca o compromisso. Mas se adotar uma postura displicente, essa informação não terá nenhum impacto e valor é virtualmente nulo. Até certo ponto, não importa o que se sabe, mas sim o que faz com aquilo que sabe.

É preciso, então, ser capaz de suportar esta infraestrutura e extrair valor (insights) a partir de um volume de dados cada vez mais gigantesco, enviados em tempo real pelos mais diversos tipos de dispositivos. Além disso, operar nesse mundo é muito estratégico para as empresas.

*Marcos Farias é CEO e sócio-fundador da Arki1, empresa de treinamento especializada em Google Cloud, certificada pela gigante do Vale do Silício, que em 2019 a escolheu como Google Cloud Authorized Training Partner of the Year na América Latina. arki1@nbpress.com.

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