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Iniciativa pioneira em Minas Gerais promove a reintrodução de pássaros em extinção na natureza

Projeto Bicudo, da Usina Coruripe, é desenvolvido na cidade de Januária, no Norte de Minas

6 dez 2018
13h55
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Depois de percorridos os processos de triagem, sexagem e aclimatação, foram reintroduzidos na natureza oito pássaros da espécie bicudo na Reserva Particular de Patrimônio Natural Porto Cajueiro. A área de preservação, sob responsabilidade da Usina Coruripe, localiza-se na cidade de Januária, na região Norte de Minas Gerais, e possui 9 mil hectares.

Foto: DINO / DINO

Por causa de seu canto singular, o bicudo (Sporophila maximiliani) é um dos pássaros em cativeiro mais populares no Brasil, tornando-se uma espécie muito valiosa no mercado de animais silvestres. Décadas de caça ilegal, no entanto, colocaram-no na relação de animais provavelmente extintos em Minas Gerais. Registra-se que, desde a década de 1970, a espécie não ocorre no Estado.

Para reverter esse cenário, a Usina Coruripe tem investido em uma iniciativa pioneira de reintrodução dessa espécie de pássaros em Minas Gerais, denominada Projeto Bicudo. No mês passado, depois de anos de estudo, o programa reintroduziu quatro casais de bicudo na região.

Entre os responsáveis pelo processo está o gerente de sustentabilidade da Usina Coruripe, Bertholdino Apolonio Teixeira Junior. Ele afirma que a empresa tem como um dos seus legados o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental. "O projeto nasceu do objetivo de cuidar da biodiversidade da RPPN e resgatar animais que estavam quase em extinção. O bicudo possui um canto muito bonito e é fundamental que essa espécie se mantenha na natureza. Também estamos fazendo uma reeducação ambiental na comunidade da região para auxiliar a preservá-lo", declara.

A ação é promovida em parceria com universidades (Uema, USP, UFSCAR) e ONGs (Instituto Ariramba de Conservação da Natureza, Idese, Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro - Angá) e conta com o financiamento do Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF), além de receber investimentos da própria Usina Coruripe.

Depois da soltura, o projeto seguirá as fases de monitoramento e de educação ambiental com as comunidades da região. Em médio prazo, espera-se que se restabeleça uma população de bicudos no norte de Minas Gerais, em uma área com ambientes naturais íntegros e com um sistema eficaz de vigilância. Além disso, estão entre os objetivos favorecer a reprodução dos indivíduos reintroduzidos e o impulsionamento de iniciativas de reintrodução do bicudo e de outras espécies ameaçadas em outras localidades do país.

O Projeto Bicudo é uma das principais iniciativas de preservação do meio ambiente encabeçadas atualmente pela Usina Coruripe. A organização foi reconhecida recentemente, entre 19 setores analisados pelo Guia Exame de Sustentabilidade 2018, como a empresa mais sustentável no segmento do agronegócio.

A Usina Coruripe, controlada pelo grupo Tércio Wanderley, com sede em Coruripe (AL) e fundada em 1925, é a maior empresa do setor sucroalcooleiro no Norte/Nordeste e uma das 10 maiores do Brasil. Com quatro unidades em Minas Gerais e uma em Alagoas, possui capacidade de moagem de 14,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, produz açúcar VHP, açúcar cristal e etanol e exporta energia elétrica.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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