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Fusões e aquisições de empresas no Brasil: mercado desaquecido

Mesmo assim, empresas como a Transportes Diamante apostam nesse movimento para crescer

8 nov 2018
12h11
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O mercado de fusões e aquisições de empresas no Brasil segue em ritmo desacelerado em 2018. De acordo com um levantamento feito pela PwC, em setembro foram realizadas 59 transações, mantendo-se em patamar semelhante ao mesmo mês de 2017. No período acumulado, foram realizadas 470 transações, com um aumento tímido de apenas 1% em relação ao número do ano anterior. Entre as atividades que mais se movimentaram nesse sentido - TI ocupa o primeiro lugar, com 21% do total transacionado - o setor de transporte respondeu por 6%, acompanhando os mercados de Serviços Públicos, Turismo e Educação.

Foto: Divulgação Transportes Diamante / DINO

Um outro estudo, com foco em fusões e aquisições internas, feito pela consultoria Thomson Reuters Deals Intelligence, ressalta que o Brasil acumula forte queda em 2018, com retração de 34%, com apenas 142 transações realizadas, totalizando US$ 18,4 bilhões.

Apesar dos sinais um pouco mais otimistas em relação à retomada da recuperação econômica, ainda paira uma certa incerteza sobre os rumos da política econômica a partir de 2019, mesmo com os resultados já definidos sobre a eleição do novo presidente do país.

Contra a maré

União de expertises, redução de custos, aumento da competitividade. Os motivos são inúmeros e que levam as empresas a optarem pela fusão de suas atividades. No setor de logística, principalmente para empresas de médio porte, é o aumento de sua robustez para brigar por uma fatia maior no mercado em que atuam. Caio Cantú, diretor de Negócios da Transportes Diamante, contraria o movimento de retração das fusões e aquisições internas e aposta nesse movimento atualmente. Nos últimos meses, deu início ao processo de fusão da Transportes Diamante com a Dialog Logística, empresas curitibanas que atuam no transporte de produtos e em serviços de armazenagem de produtos. "A intenção de unificar as operações das duas empresas foi gerar sinergia entre suas atividades, tornando a Transportes Diamante em uma operadora de logística integrada. Isso aumenta nossa força no mercado".

Para Cantú, o conhecimento adquirido ao longo de quase 50 anos de atuação no mercado de transporte rodoviário de carga permite à integradora ter uma visão mais ampla sobre as operações de seus clientes. "É possível avaliar falhas e gargalos de forma mais abrangente, além de sugerir serviços agregados, unindo melhoria da eficiência com redução de custos para o cliente."

A empresa elaborou um planejamento para a realização da fusão entre as duas companhias e, desde então vem realizando diversas adequações. Uniu sua estrutura física e administrativa, criou um Centro de Serviços Compartilhados para a fazer a gestão das áreas de RH, Compras, TI, Fiscal e Financeiro, aumentou para 280 o número de colaboradores e se prepara para os próximos passos em 2019.

Nesse sentido, os planos são arrojados. Mesmo em momentos de expectativa quanto aos rumos da economia brasileira e com o processo de fusão em fase de conclusão, Caio prevê a realização de investimentos na ordem de R$ 7 milhões na nova companhia, que serão direcionados a área de tecnologia e softwares, veículos e implementos, estrutura e treinamento/desenvolvimento. "A tecnologia é a base do nosso negócio e torna-se um diferencial competitivo e estratégico para o crescimento e negócios da empresa".

Com negócios consolidados no Brasil, a Diamante, assumindo seu papel de operadora logística integrada, pretende colocar o pé para fora do país, oferecendo serviços para os países do Mercosul. "Há muito potencial a ser explorado em nossos países vizinhos", conclui.



Website: https://diamante.com.br
DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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