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Empresa têxtil amplia produção de algodão orgânico em comunidade Quilombola na Paraíba

9 abr 2019
13h12
atualizado às 15h24
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Historicamente, as comunidades quilombolas são preservadoras ambientais. E ainda que a terra seja identidade cultural e recurso econômico, pesquisa do Projeto Cooperar (2012) do Governo do Estado da Paraíba indica que mais de 70% têm das suas atividades de agricultura apenas a subsistência, sem geração de renda. 

Foto: Divulgação / DINO

Na Paraíba são 39 Comunidades Remanescentes de Quilombo. Em São Bento, região do sertão, a empresa têxtil Santa Luzia Redes e Decoração está expandindo a produção do algodão colorido orgânico em parceria com os agricultores de uma comunidade tradicional local. O quilombo Terra Nova é uma das áreas escolhidas para aumentar a colheita e com isso ampliar a oferta de redes, mantas, tapetes e cortinas distribuídos para todo o país e exportados para a América, Europa, Ásia e África. 

O algodão colorido orgânico responde a uma demanda do mercado por produtos ecológicos e sustentáveis. A pluma já nasce com as cores que vão do bege ao marrom, sem irrigação, sem tingimentos e sem uso de defensivos químicos. 

A produção da fibra ecológica era feita apenas com os agricultores do assentamento Maria Margarida Alves, em Juarez Távora. Agora está sendo expandida para São Bento e municípios vizinhos da fábrica têxtil, sempre com contrato de compra garantida da empresa junto aos agricultores. "No assentamento rural em Juarez Távora, a produção é feita por um grupo de empresas em área de aproximadamente 15 hectares. Agora estamos plantando 20 hectares e produzindo na nossa própria cidade, onde a empresa atua desde 1986", confirma Armando Dantas, CEO da Santa Luzia Redes e Decoração.

A ação para a expansão é parte do programa da empresa para contribuir com o Arranjo Produtivo Local. O objetivo do plantio é dobrar a produção em 2020 para atender à crescente demanda de consumidores que exigem produtos têxteis de Casa e Decoraçãodesenvolvidos nos preceitos da sustentabilidade.

Produtos éticos, sustentáveis e de produção local 

Os acessórios e utilitários desenvolvidos pela empresa paraibana envolvem responsabilidade ambiental, social e econômica. A comunidade quilombola soma-se a outras mapeadas pelo projeto de expansão do plantio como as dos municípios de Brejo do Cruz e de Paulista.

"O nosso compromisso social vai além da remuneração justa pelo quilo do algodão colorido orgânico - pagamos um valor entre os mais altos do mercado. Atuamos na nossa comunidade contribuindo para o desenvolvimento local. Isso já se dá pelo artesanato, que é parte da nossa cultura. Agora a cadeia produtiva se complementa com a inclusão dos povos tradicionais da nossa cidade, São Bento, também conhecida como capital mundial das redes", declarou Armando Dantas, CEO da Santa Luzia.

Com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Empresa Paraibana de Pesquisa e Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer) o projeto de expansão da produção do algodão naturalmente colorido visa resgatar a vocação rural da região e da comunidade quilombola, que já plantou algodão no passado. A Paraíba - no chamado ciclo do Ouro Branco -- liderou a produção nacional de algodão competindo com o mercado internacional. Dantas esclarece que a chamada 'Praga do Bicudo' acabou com o protagonismo do Estado e levou os agricultores a cultivo de outros insumos, menos valorizados.

Desenvolvida pela Embrapa Algodão, a matéria-prima contribui para o desenvolvimento da economia do campo por meio da agricultura familiar e sem impacto ambiental. "Como o cultivo não é irrigado, gera economia de 87,5% de água na cadeia produtiva -- do campo ao produto acabado. Por isso, este algodão agroecológico é cobiçado no mercado nacional e internacional", explica o CEO da empresa.

Apoio para dinamizar o arranjo produtivo local

Para viabilizar o plantio na comunidade quilombola e em outras áreas, o apoio das prefeituras foi fundamental. Com a supervisão de Geraldo Bonifácio, da Empaer, os tratores da prefeitura prepararam o solo para receber as sementes.

Na entressafra, os agricultores da comunidade deverão plantar ainda milho, feijão e batata doce. "O nosso compromisso é que o algodão colorido volte a garantir renda para o homem do campo porque tem valor agregado. O feijão, por exemplo, serve para a alimentação, mas não gera renda porque o valor é baixo, portanto, não garante a sustentabilidade das comunidades", declarou o técnico.

Para o CEO da Santa Luzia Redes e Decoração, fazer produtos com materiais de baixo impacto ambiental e estimular o desenvolvimento local é fator essencial para uma produção sustentável. O caminho escolhido já rendeu a Dantas o Prêmio de Excelência Artesanal do Cone Sul em 2018 concedido pelo World Crafts Council sob os auspícios da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco. Este ano, o  desafio é continuar contribuindo na formação de um mercado mais exigente e mais consciente. "O papel do consumo consciente não deveria ser apenas atribuído aos consumidores. As empresas devem desenvolver produção mais sustentável e informar isso aos clientes", conclui Dantas. 

Contatos para entrevista
Armando Dantas: armando@redesantaluzia.com.br 83 99961-0425 (WhatsApp)

Assessoria de imprensa: Sandra Vasconcelos
sandravasconcelos.press@gmail.com 83 99824 6666 (WhatsApp)



Website: https://www.redesantaluzia.com.br/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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