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Diversidade: uma valiosa ferramenta para desenvolvimento de novos negócios

10 set 2019
20h53
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Diversidade é uma palavra cada vez mais comum. Elas estão nas palestras corporativas; no aumento da representação política; nas manchetes de jornais; na luta por direitos e reivindicações dos grupos que compõem esse contingente chamado diversidade. Mas como e com qual frequência esse assunto está presente na estratégia de um negócio?

Realizada com mais de mil empresas em 12 países, a pesquisa "Diversidade como alavanca de performance", da consultoria Mckinsey, mostrou que empresas com diretorias executivas mais diversas etnicamente têm 33% mais chances de serem mais lucrativas. A pesquisa também mostrou que essa realidade está ligada à diversidade de gênero no ambiente corporativo: companhias com executivas têm probabilidade 21% maior de ter negócios lucrativos. No entanto, esses grupos seguem sub-representados.

A falta de representação dentro das empresas priva a todos, obviamente, de uma convivência em termos de diversidade cultural. Mas não é só. Não são criados ou ofertados inúmeros produtos e serviços para esses públicos.

A realidade é que o próprio país não é representado. Os dados são claros sobre isso. O último censo do IBGE, de 2010, mostra que mais da metade dos 190 milhões de brasileiros é considerado preto ou pardo. Também há mais mulheres: 97,3 milhões, enquanto os homens representam 93,4 milhões. Em outras palavras, os negócios não são direcionados para um grande contingente populacional. Eles são a maioria, ainda que, infelizmente, sejam a minoria em direitos e representatividade.

E isso também quer dizer um amplo mercado consumidor a ser explorado. A pesquisa "Estilo de Vida 2018", realizada pela Nielsen, mostra que 96% das mulheres são responsáveis pelas compras e destinam mais de 20% da renda para o abastecimento doméstico. Especificamente sobre o público negro, o estudo "A Voz e a Vez - Diversidade no Mercado de Consumo e Empreendedorismo", realizado pelo Instituto Locomotiva, mostrou que o grupo movimenta R$ 1,7 trilhão por ano. Apesar disso, eles são sub-representados nas campanhas publicitárias: 90% dos protagonistas são brancos, de acordo com o estudo.

Essa é a hora e a vez das empresas se abrirem para a diversidade. Seja abrindo as portas para colaboradores com esse perfil e, assim, trazer mais ideias, inovação e lucratividade para as empresas. Ou, abrindo mentes para entender melhor esses consumidores - que são maioria e têm demandas e anseios historicamente ignorados. As empresas precisam mudar o foco das ações e incorporarem definitivamente essa pauta aos negócios.

*Conselheiro da AMPRO - Associação Nacional das Agências de Live Marketing e sócio-fundador da um.a #diversidadeCriativa, agência especializada em eventos, campanhas de incentivo e trade

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