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Crescimento econômico pós-reforma trabalhista

Empresários e advogados se reúnem para discutir caminhos diante das mudanças nas leis

13 set 2017
16h52
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A aprovação da reforma trabalhista altera o cenário das relações entre trabalhadores e empregadores brasileiros, modernizando a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), de 1943. No entanto, enquanto especialistas garantem que a mudança nas regras será capaz de garantir mais produtividade e empregos, além de desafogar o Judiciário, que recebe 4 milhões de ações trabalhistas por ano; o que pesa para quem presta serviço é a falta de garantia de certos direitos, a perda de força dos sindicatos e a maior autonomia das empresas.

Foto: DINO

Hoje, com mais de 13 milhões de brasileiros em busca de emprego, o Brasil enfrenta a maior crise político-econômica da história que se instaurou no país. Mais de 108 mil empresas do comércio varejista, por exemplo, fecharam as portas no último ano e as perspectivas até o final de 2017, apesar de não ser tão ruins como em 2016, não são tão animadoras.

Para as empresas, o impacto da crise tem afetado diretamente a sobrevivência no mercado nacional. Os pedidos de falência, em 2016, cresceram 12,2%, de acordo com a Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Em encontro com empresários, na última sexta-feira (25/08), a advogada Claudia Patah, sócia do escritório Patah e Marcondes Sociedade de Advogados, comentou sobre as mudanças tanto para os grandes e pequenos negócios, como para os próprios trabalhadores, com a reforma trabalhista. Ela aponta que a expectativa é que ela ajude a pelo menos estagnar o índice de desemprego no país.

"Muitas empresas entendem que na crise não tem como manter um empregado nas condições em que foi contratado, numa época boa da empresa. Porém, com essa reforma, o fato é que mais postos de trabalho poderão ser preservados porque as empresas têm uma maior flexibilidade para negociar diretamente com os seus colaboradores", avalia Patah.

No entanto, apesar do cenário atual não trazer uma perspectiva e a reforma trabalhista ainda não ter efetivamente causado mudanças significantemente positivas para a economia do país, especialistas apontam que uma visão empreendedora, como novas formas de comércio, pode ajudar os trabalhadores a terem uma chance de se garantirem sem depender exclusivamente dos postos de trabalho, que ainda não dão conta do número de desempregados. Para o economista Roberto Luis Troster, que também marcou presença no encontro com empresários, é preciso enxergar a oferta e demanda de qualificações.

Quanto aos setores da economia que poderiam ajudar o país a sair da crise, Troster comenta que um caminho para a geração de emprego no Brasil seria investir em turismo. "A economia brasileira está andando para trás. O investimento está baixo, as tentativas de crescimento estão anêmicas e o desemprego continua muito alto. O Brasil tem um fluxo de turismo menor do que a Costa Rica, por exemplo, que é do tamanho de Sergipe. Porém, temos uma área bem maior que poderia melhor aproveitada. Precisamos repensar em que tipo de crescimento que o Brasil quer ter. A indústria, o governo e até o sindicado tem que se reinventar", aponta o economista.



Website: http://www.patahemarcondes.com.br/advogados.php#.WbbZeoWcGhc
DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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