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Crescimento do trabalho informal acirra ainda mais a competição entre os profissionais mais qualificados

Com vagas mais escassas, títulos deixam de ser os diferenciais e as soft skills assumem o protagonismo

11 fev 2019
10h06
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Mais de 12,1 milhões de brasileiros continuam desempregados, segundo pesquisa divulgada no fim de janeiro pelo IBGE. O número, referente aos três últimos meses do ano passado, representa queda de 2,4% em relação ao trimestre anterior. Já no comparativo com 2017, desempenho é considerado estável.

No entanto, apesar dos números positivos, há dados que ainda preocupam. A quantidade de desempregados altamente qualificados, por exemplo, cresceu em 2018. O número saltou dos 394 mil em 2015 para mais de 1,66 milhão.

O IBGE considera "mais qualificados" aqueles profissionais que acumulam pelo menos dez anos de estudos.

O fato de as oportunidades para os mais qualificados não acompanharem a melhora nas vagas totais tem explicação: em 2018, a grande maioria das novas ocupações foi em trabalhos informais. O país alcançou número recorde, com mais de 43% dos trabalhadores na informalidade.

Desta maneira, os profissionais com maior qualificação enfrentam disputa ainda mais acirrada na busca por postos de trabalho.

Um dos "campos de batalha" povoados por esses trabalhadores é o LinkedIn. A rede social profissional tem foco no networking e chegou ao Brasil em 2012. De lá para cá, a plataforma experimentou crescimento meteórico.

Já são mais de 35 milhões de usuários no Brasil. Destes, cerca de 40% acessam a plataforma todos os dias, segundo dados do próprio LinkedIn. Em média, cerca de 12 mil novos usuários se cadastram na rede social diariamente.

Outro dado importante revelado pelo LinkedIn é que 49% dos tomadores de decisão de empresas utilizam a rede para fins profissionais. Para quem busca retornar ao mercado de trabalho, o LinkedIn é uma plataforma que não pode ser ignorada.

De acordo com o economista Daniel Scott, fundador da Argutia Academy, aqueles mais qualificados precisam se destacar de outra maneira. Somente o bom currículo já não garante a relevância necessária para um profissional se destacar diante de um headhunter.

"Obviamente a formação acadêmica tem seu valor, mas quando nos referimos a profissionais de altíssimo nível, esses títulos estão quase sempre equilibrados. As chamadas soft skills assumem um protagonismo cada vez maior, e acabam sendo critérios de desempate durante processos seletivos", comenta Daniel.

Essa tendência pela diferenciação com base nas soft skills já havia sido apontada pelo relatório Future Of Jobs, revelado no World Economic Forum, no ano passado.

Segundo o estudo, chamado "2022 Skills Outlook", os profissionais precisarão desenvolver algumas competências que antes eram apenas diferenciais, mas que passarão a ser mandatórias.

Entre elas, algumas se destacam: pensamento analítico, solução de problemas complexos, liderança e influência social, inteligência emocional, estratégias de aprendizado, criatividade, originalidade e iniciativa.

Para Daniel Scott, além dessas competências, os profissionais precisam desenvolver a acabativa. O termo é um neologismo, criado por Stephen Kanitz, e significa a capacidade que algumas pessoas têm de finalizar aquilo que iniciaram ou concluir o que outros começaram.

"Todos os dias alguém me procura com uma ideia. E na grande maioria dos casos, não sai disso. Percebi que tem muita gente com iniciativa, que até sabe como começar, mas não dão seguimento. A capacidade de executar um projeto e levá-lo até o fim é o que vai diferenciar o profissional que alcança resultados relevantes do profissional comum",  finalizou o economista.



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