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Covid-19 impõe desafios a instituições de transição no Brasil

Webinar debateu reabilitação no processo de desospitalização e sua importância na era Pós-Covid-19

9 jul 2020
12h39
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A infecção pelo Novo Coronavírus (Covid-19), doença de trato respiratório altamente contagiosa, pode causar disfunções respiratória, física e psicológica nos pacientes afetados. Um webinar, recentemente realizado pela Humana Magna, instituição de transição com duas unidades em São Paulo, debateu a reabilitação no processo de desospitalização e sua importância na era Pós-Covid-19.

Foto: DINO / DINO

A transição de cuidados é um processo baseado em metas claras e realistas, que reduz a complexidade do cuidado do paciente, melhora a funcionalidade do indivíduo e otimiza recursos para conseguir os melhores desfechos com os menores custos. "Neste momento de pandemia, isso tem uma importância ainda maior porque estamos falando da necessidade de liberar leitos para tratar a fase aguda da Covid-19 e temos, por outro lado, as incapacidades relacionadas à própria doença, que vão demandar uma reabilitação adequada", explicou Milene Ferreira, doutora em medicina pela Unifesp e Gerente Médica do Centro de Reabilitação do Hospital Albert Einstein.

Durante o webinar, Milene citou um dado fornecido pelo próprio hospital Albert Einstein, de que 10% de um grupo de pacientes que tiveram Covid-19 encontram-se fora de condições de retorno ao trabalho mesmo 30 dias após a alta. "De fato, a infecção por Covid-19 vai trazer um número grande de pessoas com incapacidades, aumentando ainda mais a nossa responsabilidade, na área da reabilitação e transição de cuidados", disse.

E quando se fala em demanda de reabilitação e transição de cuidados, não são incluídos somente os pacientes idosos, como afirmou Ana Maria Malik, doutora em Medicina pela USP. Mas sim um público com faixa etária cada vez mais ampliada e que precisa de cuidados para suas comorbidades.

Para se ter uma ideia desta demanda, em pouco mais de 2 anos de atuação, a Humana Magna atingiu a marca de 254 pacientes cuidados, com 132 altas de acordo com o plano terapêutico, 79 decanulações, 57 desfraldes e 64 deambulações.

"Precisamos pensar nos impactos indiretos que a Covid-19 traz para o nosso cenário. Pacientes com deficiência já têm barreiras de acessibilidade. As medidas de isolamento e distanciamento excluem este indivíduo de ter um cuidador, por exemplo, pelo receio de esta pessoa transmitir o vírus ao paciente", explicou Ricardo Boccatto, fisiatra e chefe da equipe multidisciplinar da Humana Magna.

Já os impactos diretos, segundo Boccatto, são referentes às complicações respiratórias e sequelas cognitivas. Estes pacientes poderão apresentar deficiências que podem manter no hospital de agudos por mais tempo, em um momento em que se há poucos leitos disponíveis. "Além disso, são pacientes que pensaríamos em encaminhar para o home care e estariam expostos. Uma solução seria encaminhar estes pacientes para hospitais de transição, que conseguissem diminuir suas complexidades e seguissem para casa com menos demandas de atendimento", explicou.



Website: http://www.humanamagna.com.br

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