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Confinamento 2019 - Otimismo com exportações, confiança em tecnologias, sintonia com consumidores exigentes e aposta nas carnes bovinas commodity

16 abr 2019
16h51
atualizado às 17h09
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Mais de mil participantes de vários estados brasileiros e diversos países da América do Sul. Confinadores interessados em mergulhar cada vez mais na gestão profissional das atividades, investir em tecnologias, conhecer as vantagens do rastreamento para melhorar o lucro e os processos internos da fazenda, além de aproveitarem a maré positiva das exportações em 2018 e 2019. Este foi o retrato do Encontro de Confinamento e Recriadores da Scot Consultoria, realizado em Ribeirão Preto e Barretos (SP), do dia 2 ao dia 5 de abril. Espaço que discutiu as boas perspectivas do mercado internacional de carne bovina para o Brasil.

Foto: DINO / DINO

E que teve como um dos principais parceiros o Serviço Brasileiro de Certificações (SBC), uma das empresas credenciadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para certificar as propriedades rurais dentro do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (SISBOV), o Sisbov. A SBC atende 820 fazendas, sendo que aproximadamente 540 delas estão habilitadas para a exportação Europa. São dois milhões de animais por ano, o que equivale a um pouco mais de 40% do mercado.

"O evento foi um sucesso, muito acima do esperado. Realizamos vários negócios, fizemos muitos contatos e demos vida nova ao relacionamento que já mantemos com terminadores, confinadores, pecuaristas, empresas e técnicos do segmento. Foi ótimo dividir este bom momento do segmento com nossos parceiros e os novos investidores", avaliou Matheus Modolo Witzler, Responsável Técnico GLOBAL GAP e Gerente de novos projetos do SBC.

Depois de quebrar recorde de volume e receita cambial no ano passado, o primeiro trimestre de 2019 começou com tudo para a proteína vermelha. Apesar de uma queda de 4% verificada em março, por causa de um refluxo das importações chinesas por Hong Kong, os três primeiros meses cravaram alta de 3% sobre 2018, recorde em volume e segunda receita da história. Com 71 países elevando suas importações. E perspectiva de elevação de até 5% nos embarques da proteína em 2019. Caminho semelhante do trilhado pelo exigente mercado europeu, que representa um selo de qualidade mundial e paga a mais pelo alimento.

"Foi surpreendente o resultado do Encontro da Scot neste ano. Nunca fizemos tantos contatos com pecuaristas interessados em saber mais sobre certificação, escala, giro crescente de animais, Sisbov, melhorar as margens por cabeça confinada, qualificar melhor à carteira de compradores no mercado interno e externo. Pelo que constatamos em Ribeirão Preto, os produtores de carne bovina estão compreendendo esta nova oportunidade de negócio no contato com mercados internacionais que são mais exigentes e pagam mais pela proteína", revelou Sérgio Ribas Moreira, Diretor Comercial da SBC.

Os debates do Encontro ratificaram que o segmento deve ficar de olho nos novos consumidores, lançar produtos inovadores e sustentáveis, mas concentram-se, também, no maior vetor dos embarques externos e da demanda interna: preço competitivo e Serviço de Inspeção Federal (SIF). "O brasileiro come 80% da nossa produção, algo perto de 7,5 milhões de toneladas. É um mercado que reage muito rápido quando a economia interna se recupera", analisou Carlos Eduardo Rocha, da Meatplan, empresa que 'fuça' o mercado internacional em busca de compradores da carne bovina do Brasil. O contraponto, cada vez mais presente no mercado de agregação de valor, veio com a apresentação de Alexandre Harkaly, engenheiro-agrônomo e diretor executivo do IBD Certificações. Ele falou sobre as condições para um produto ser vendido por preços mais altos e as ações que podem garantir à proteína bovina do Brasil uma oferta mais exigente e satisfatória ao consumidor. "Existem condições específicas para transferir valor a um produto. Saber se o mercado está comprador, se há respaldo institucional forte e se o consumidor conhece o assunto. E o crescimento verificado do consumo consciente em todo o mundo requer que a cadeia produtiva entenda os vetores modernos da sociedade: mulheres, saúde, higiene, origem, certificação e rótulo", argumentou.

Alexandre enfatizou, ainda, que existem diversos programas de carnes premium no Brasil e no mundo, com ótima recepção pelo mercado, e todos movidos por conceitos que se ampliam com o passar dos dias. "A cada 3 ou 4 anos, surge um novo selo, enfatizando alguma característica apreciada pelos compradores. Rastreabilidade; denominação de origem; alimentação a pasto; orgânicos; bem-estar animal; ausência de aditivos, antibióticos e hormônios; justiça social, saúde dos solos; sustentabilidade; recursos naturais; segurança; qualidade; eficiência; inovação; pessoas; comunidade. E o consumidor segue sendo bombardeado sem parar com centenas de outros conceitos. E ele exige que os processos sejam auditados e que as empresas ajam com transparência, municiando o mercado com muita informação", acrescentou Alexandre Harkaly.

"O resultado de estarmos aqui foi muito positivo. Evento ótimo, lotado todos os dias. Tiramos dúvidas de muitos pecuaristas que ainda não exportam e tem planos de fazê-lo. Explicamos a todos sobre as normas, instruções do MAPA, exigências dos importadores e ainda iniciamos diversos contatos para fechar novas parcerias", comemorou Matheus Modolo Witzler.



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