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Arie Halpern: Tecnologia ajuda a popularizar cirurgias a distância em todo o mundo

10 abr 2019
16h45
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Esta semana, pela primeira vez na história chinesa, uma cirurgia complexa foi feita de maneira totalmente remota, com o auxílio de tecnologia nacional e conexão 5G. A operação foi realizada por um cirurgião do Primeiro Centro Médico, em Zhejiang, a uma distância de três mil quilômetros do paciente, que sofre com o mal de Parkinson. O procedimento durou três horas e foi um sucesso.

Foto: DINO / DINO

Para a realização da cirurgia, o hospital contou com a ajuda de dois gigantes da tecnologia chinesa: a Huawei e a China Mobile. As duas empresas foram acionadas para auxiliar o hospital com a instalação de equipamentos cirúrgicos e para estabelecer uma conexão segura durante a operação.

O procedimento consistia na implantação de um chip diretamente no cérebro do paciente a fim de realizar uma série de estímulos para reduzir os sintomas do mal de Parkinson, além de monitorar o avanço da doença e traçar um histórico médico completo para melhor tratar a enfermidade.

Esse tipo de procedimento remoto de alta complexidade já é uma realidade em muitos países. No Canadá, por exemplo, o médico Mehran Anvari já realizou mais de 20 cirurgias remotamente, no Hospital St Joseph Hamilton, em Ontario. Entre os procedimentos realizados pelo cirurgião, estão operações de cólon e reparos de hérnia.

Histórico

O nascimento da chamada telecirurgia pode ser creditado à NASA e à corrida espacial. Nos anos 70, a agência espacial americana começou a se preocupar com o bem estar de seus astronautas e iniciou estudos para chegar a uma solução caso algum funcionário alocado no espaço necessitasse de intervenção cirúrgica.

Desde então, a NASA e o exército americano começaram a investir pesado em robôs que pudessem realizar procedimentos de alta precisão com a ajuda de seres humanos. O primeiro teste foi realizado em 2006 com um paciente alocado na estação oceanográfica de Aquarius.

No Brasil, a telecirurgia foi regulamentada apenas no ano passado, conforme estabeleceu a resolução nº 2.227/18. Apesar disso, hospitais de ponta já contam com equipamentos capazes de realizar esse tipo de procedimento.

"A popularização desse tipo de procedimento representa uma verdadeira revolução no campo da medicina", destaca o empresário e especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern. Afinal, o transporte de robôs para a realização de cirurgias é mais viável do que o deslocamento de cirurgiões. Também representa uma solução para intervenções cirúrgicas em lugares remotos onde há escassez de médicos.



Website: http://www.ariehalpern.com.br/tecnologia-ajuda-a-popularizar-cirurgias-a-distancia-em-todo-o-mundo/

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