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Arei Halpern: empresas se preparam para trazer internet 5G ao país

Arie Halpern é economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas

19 mai 2017
11h37
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Os aparelhos celulares já são utilizados por mais de 5 bilhões de pessoas no mundo todo e marcaram uma nova era na história das comunicações. Depois de conquistar os consumidores, agora a indústria precisa manter o produto animado, com aperfeiçoamento e novas possibilidade de uso. O foco principal dessa estratégia está na interação do smartphone com a internet. É preciso tornar o acesso cada vez mais rápido, para oferecer cada vez mais facilidades que, por sua vez, justifiquem a troca de aparelhos, a compra de serviços e estimulem o seu uso ainda mais. Por isso, as empresas estão se preparando para o lançamento da internet móvel 5G, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas. O 5G promete ser 3 vezes mais rápido que o 4G, que é 5 vezes mais rápidos que o 3G, e deve chegar no mercado dentro de 2 ou 3 anos.

O foco na velocidade da conexão é a prioridade. Atualmente, os celulares - não os computadores - são o meio de acesso à internet mais utilizado pela população. Assim como o 3G e o 4G, o 5G funcionará por meio de frequências de rádios: o celular converte as informações em um sinal elétrico, que vai parar em uma torre de celular via rádio. De lá, ela passa por várias redes até alcançar o destinatário, que pode ser um servidor ou outro celular.

A internet 4G funciona hoje em mais de 130 países, com 400 operadoras no mundo todo, além de aproximadamente 437 milhões de usuários. Ela consegue chegar a uma velocidade média de upload de 100Mbps. Já as conexões 5G devem começar a uma velocidade de 450Mbps, mas podem alcançar até 1,3Gbps. Para entender a diferença de resposta entre um sistema e outro, imagine que o celular é um carro a 100 km por hora e você pisa no freio. O 4G rodaria 1,4 metros até receber o comando de parar. O 5G, apenas 2,8 cm, segundo os cálculos da empresa de tecnologias da comunicação Huawei. "Um serviço de internet móvel mais rápida também é necessário porque as pessoas usam cada vez mais dados digitais e os pacotes atuais já não estão dando conta dessas grandes quantidades", diz Arie Halpern.

As operadoras brasileiras já estão preparando o terreno para a chegada da tecnologia. Uma das dificuldades em consolidá-la é o tamanho do território nacional. Até hoje, a tecnologia 3G, que alcança 98% do território brasileiro, é mais usada do que a 4G, que alcança apenas 66%. Em outubro de 2016, a Claro fez a primeira demonstração do uso de 5G no país, em parceria com a Ericsson e universidades brasileiras. Já a Vivo afirma ter sido a primeira no Brasil a atingir uma velocidade de rede de mais de 530Mbps usando sua própria infraestrutura.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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