PUBLICIDADE

Desembargador que soltou Ribeiro ganha força como candidato ao STJ

Ney Bello, do Tribunal Regional Federal, também já teve outras decisões alinhadas aos interesses do Governo Federal

23 jun 2022 16h49
| atualizado às 17h15
ver comentários
Publicidade
Desembargador que soltou Ribeiro ganha força como candidato ao STJ
Desembargador que soltou Ribeiro ganha força como candidato ao STJ
Foto: Mais Goiás

O desembargador federal Ney Bello, do Tribunal Regional Federal (TRF-1), que concedeu habeas corpus ao ex-ministro Milton Ribeiro e aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, ganhou mais chance de ser nomeado para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com a decisão desta quinta-feira, 23. 

Segundo divulgado pela CNN, ele está entre os quatro nomes enviados ao Palácio do Planalto no mês passado pelo próprio STJ. Dentre os candidatos, Bolsonaro que irá escolher dois dos nomes para ocupar as cadeiras vazias no tribunal. 

De acordo com o veículo, Ney Bello tem apoio do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que, inclusive, foi homenageado nesta quarta-feira, 22, em jantar organizado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), evento que teve como um dos convidados o presidente Jair Bolsonaro (PL)

O magistrado também já teve outras decisões alinhadas aos interesses do Governo Federal. Em 2020, por exemplo, o desembargador negou o afastamento do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por considerar que a destituição seria medida excepcional e por não vislumbrar a existência de prova de que a permanência do ministro no cargo comprometeria a instrução processual. Salles respondia à ação de improbidade por ‘desestruturação dolosa’ das políticas ambientais

Também em 2020, Ney Bello votou para trancar as investigações da força-tarefa da Operação Greenfield, que miravam o ministro da Economia, Paulo Guedes. Procuradores investigavam operações financeiras realizadas por Fundos de Investimento em Participações - FIPs geridos pela BR Educacional Gestora Ltda, à época vinculada a Guedes. O desembargador afirmou que não identificou elementos de prova suficientes para caracterizar crime.

Já em janeiro deste ano, segundo divulgado por O Globo, o magistrado atendeu ao pedido do advogado da família de Bolsonaro, Frederick Wassef, e concedeu liminar que liberou parte da madeira apreendida em dezembro de 2020, na Operação Handroanthus, da Polícia Federal (PF), suspeita de ter origem por meio de desmatamento ilegal. 

 

Fonte: Redação Terra
Publicidade
Publicidade