Desalojados tentam retomar a vida

O acidente nas obras da linha 4 do Metrô de São Paulo irá completar três semanas no final da semana. Para as 56 famílias que perderam ou tiveram de deixar suas casas por tempo indeterminado, o assunto está longe de acabar. Interditadas desde a sexta-feira 12, dia do acidente, as casas só serão liberadas após uma nova vistoria a ser feita por uma força-tarefa formada por técnicos e engenheiros da Defesa Civil, da prefeitura, do Consórcio Via Amarela e da Defensoria Pública. Não há prazo para que isso seja feito.

Pessoas como o sapateiro Mauro Laravia, 65 anos, cujo material de trabalho está fechado no número 58 da rua Capri, ou a geógrafa Maria Luisa Nacca, 33 anos, que se preocupa com um espaço adequado para que os filhos estudem, só querem retomar suas vidas.

Entre a segunda-feira 15 e a quinta-feira 25, sete vítimas foram retiradas dos escombros pelo corpo de bombeiros. As famílias das vítimas Abigail Rossi, 75 anos, Valéria Marmit, 37 anos, Francisco Sabino Torres, 47 anos, Reinaldo Aparecido Leite, 40 anos, Wescley Adriano da Silva, 22 anos, Márcio Rodrigues Alambert, 31 anos e Cícero Augustinho da Silva, 60 anos, conseguiram enterrar propriamente seus parentes e aliviaram o sofrimento pela perda.

Agora, aqueles que tiveram de deixar suas casas tentam seguir a vida. Alguns querem esquecer a tragédia que aconteceu ali na calçada da rua, logo depois do portão. Mas antes de tudo, tentam voltar para casa.