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PSL tira cargos de deputados do partido que apoiam Bolsonaro

Nove parlamentares perderam cargos em comissões e lideranças nesta quinta-feira

11 out 2019
00h08
atualizado às 07h56
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A queda de braço no PSL entre o grupo do presidente Jair Bolsonaro e o do deputado Luciano Bivar (PE), presidente do partido, já produziu as primeiras baixas. Nove deputados perderam nesta quinta-feira, 10, cargos em comissões e lideranças, por ordem da Executiva Nacional do partido, controlada por Bivar. Todos foram signatários de uma carta divulgada na noite de quarta, em desagravo a Bolsonaro, que pregava "novas práticas" para a direção do partido.

Luciano Bivar, presidente do PSL
Luciano Bivar, presidente do PSL
Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil / Estadão Conteúdo

Próximo de Bivar, o deputado Júnior Bozzella (PSL-SP) disse que a cúpula do PSL decidiu punir os deputados que "se posicionaram frontalmente contra o PSL". De acordo com Bozzella, Carlos Jordy (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Coronel Armando (SC), Luiz Ovando (MS), Aline Sleutjes (PR) e Márcio Labre (RJ) perderam cargos comissionados. Labre perdeu, ainda, uma comissão especial, junto com Carla Zambelli (SP). Alê Silva (MG), por sua vez, não é mais titular da Comissão de Tributação e Finanças.

Bia Kicis (DF) e Filipe Barros (PR) deixaram a vice-liderança do partido. Bozella disse que as posições de Eduardo Bolsonaro (SP) no comando da Comissão de Relações Exteriores e de Bia Kicis na vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda estão sob avaliação. Pelo Twitter, Eduardo reagiu: "Vai me tirar da presidência da CREDN? Vai tentar punir quem é Bolsonaro e depois espalhar outdoorzinho com a sua cara ao lado da do presidente?, escreveu o filho "zero três" do presidente. "Se for para falar esse tipo de m... pela imprensa pelo menos dê os nomes ou então fica quieto!", escreveu o filho "zero três" do presidente.

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara é muito importante para Eduardo alavancar sua "candidatura" a embaixador do Brasil em Washington. Depois de enviada ao Senado pelo presidente, a indicação ainda precisa passar pelo crivo do Senado.

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Estadão
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