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Cúpula define roteiro para ouvir Pazuello na semana que vem

Mandetta será o primeiro a prestar depoimento; cronograma de trabalho irá à votação nesta quinta-feira

29 abr 2021 00h10
| atualizado às 07h26
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A cúpula da CPI da Covid definiu um roteiro inicial de depoimentos para convocar, já na semana que vem, os ex-ministros da Saúde do governo do presidente Jair Bolsonaro e o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga. O ex-secretário de Comunicação Social Fábio Wajngarten também deverá ser ouvido, mas na segunda semana de maio.

Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em São Paulo
18/01/2021 REUTERS/Carla Carniel
Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em São Paulo 18/01/2021 REUTERS/Carla Carniel
Foto: Reuters

O cronograma foi discutido em uma reunião na casa do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), na noite desta quarta-feira, 28, com a participação do vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e do relator, Renan Calheiros (MDB-AL). Os requerimentos serão apresentados para votação na sessão desta quinta-feira, 29, marcada para as 9 horas.

Os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich devem ser ouvidos na terça-feira, 4. Na quarta, 5, a CPI quer chamar Eduardo Pazuello, que ficou mais tempo à frente da Saúde durante a pandemia de covid-19 e é um dos principais alvos da investigação. Na quinta-feira, 6, os senadores pretendem coletar o depoimento do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

Os primeiros depoimentos colocam o governo Bolsonaro no centro das investigações e representam uma derrota para o Palácio do Planalto. Além das convocações, o relator deve apresentar um plano de trabalho para ser aprovado. Nesse documento, Renan delimitará o escopo da CPI e vai sugerir uma série de pedidos de informações a órgãos federais e estaduais, além de indicar nomes de investigados e testemunhas, como os ex-ministros da Saúde.

"O que a direção da CPI vai apresentar nesta quinta-feira é essa sugestão de roteiro. Esperamos que seja acatada não somente pelo G-7, mas pelo G-11", disse Randolfe Rodrigues, após a reunião, numa referência aos sete senadores que formam o grupo crítico a Bolsonaro e aos 11 titulares da CPI. "É um encaminhamento razoável para inaugurarmos o início das investigações."

Estadão
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