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Crise no PSL: bolsonaristas e bivaristas fazem reunião

Encontro vai referendar uma mudança no estatuto do partido que reduz a influência de deputados e senadores no diretório nacional

18 out 2019
12h02
atualizado às 13h04
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Protagonista da mais atual crise política, a direção do partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL, está reunida nesta sexta-feira, 18, em Brasília, para tratar de disputas de poder, vazamento de áudios, expulsões e troca de farpas entre filiados. Reunidos na sede do partido, membros da executiva nacional falam em tentar "serenar" a crise e "não apagar fogo com gasolina". No entanto, situações a serem resolvidas - como o comando dos diretórios de São Paulo e Rio de Janeiro pelos filhos de Bolsonaro, o deputado Eduardo e o senador Flávio - devem esquentar as discussões.

Luciano Bivar, presidente do PSL
Luciano Bivar, presidente do PSL
Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil / Estadão Conteúdo

O encontro foi convocado na semana passada pelo presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), com o objetivo de reduzir a força de bolsonaristas na legenda. A reunião vai referendar uma mudança no estatuto da sigla que reduz a influência de deputados e senadores no diretório nacional - grupo responsável por eleger o presidente do PSL.

O partido vai confirmar o aumento no número de integrantes do diretório nacional com poder de voto - passará de 101 para 153. Pela regra anterior, mais da metade desses cargos (56 dos 101) estava destinada aos deputados e senadores eleitos. Agora, a proporção deve passar a ser de pouco mais de um terço (56 de 153). Todos os novos dirigentes são ligados a diretórios controlados por Bivar e aliados.

Comitiva de seguranças

Uma das principais porta-vozes do grupo de parlamentares aliados a Bolsonaro, a deputada Carla Zambelli (SP) foi à convenção acompanhada de uma comitiva de assessores e seguranças. Chegou a ser barrada na porta, porque não tinha o nome na lista da reunião, mas foi liberada na sequência. "Sem meus seguranças eu não subo", alertou e foi atendida. Ela subiu carregando procurações dos colegas Caroline de Toni (SC), Junior Amaral (MG), Bia Kicis (DF), Coronel Armando (SC), Chris Tonietto (RJ), Bibo Nunes (RS) e Carlos Jordy (RJ). Segundo ela, outros "bolsonaristas" devem participar da reunião.

Do outro lado, o líder da bancada do partido na Câmara, Delegado Waldir (GO), chegou mais cedo falando sobre sua fidelidade ao presidente Bolsonaro, mas sinalizou que seu grupo deve divergir do Executivo em votações no plenário. Já o senador Major Olímpio afirmou que Bolsonaro foi vítima de uma "armadilha política", construída por um grupo de parlamentares e advogados que o levaram a pedir auditoria das contas do partido. Ele também não poupou a "filhocracia" e disse que Flávio, Eduardo e Carlos "atrapalham tudo" no atual governo.

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Estadão
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