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Top Picks: Isolamento social fecha escolas e investidor observa geração de caixa das empresas

Segundo analistas, as empresas, que já tiveram o faturamento prejudicado no ano passado com a redução do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), estavam apostando na retomada da economia em 2020 para se recuperarem

4 mai 2020
08h47
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O isolamento social, provocado pela pandemia do novo coronavírus, trouxe mudanças no setor de educação. Com escolas fechadas, as aulas passaram a ser remotas - e alguns alunos já desistiram dos cursos com dificuldade de pagar as mensalidades. O impacto da crise vai depender muito do cronograma de retorno das atividades e a evolução do cenário de desemprego e confiança do consumidor. Mas as estratégias de cada uma das empresas para sobreviver à esse momento estão sendo observadas de perto pelos investidores, que estão de olho na geração de caixa e garantia de manutenção das receitas de companhias como Cogna e Yduqs.

Segundo analistas, as empresas, que já tiveram o faturamento prejudicado no ano passado com a redução do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), estavam apostando na retomada da economia em 2020 para se recuperarem. Agora, diante do atual cenário de covid-19, terão que montar novos planos para continuar atraindo alunos e ampliar os ganhos financeiros. Os investidores dizem que é hora de olhar cada empresa isoladamente e entender a capacidade de cada uma de atravessar esse momento mais complicado.

Cogna e Yduqs, por exemplo, passam por momentos diferentes. A Yduqs, que briga pela liderança no mercado brasileiro, acabou de ter aprovada a aquisição da Adtalem Global Education Inc no Brasil pelo Conselho de Administração e Defesa Econômica (Cade). Com a compra da americana, por R$ 2,2 bilhões, a empresa passará a ter faturamento anual de R$ 4,5 bilhões.

A líder Cogna registrou em 2019 receita líquida de R$ 7,02 bilhões. Recentemente, a empresa disse que a oferta subsequente de ações (follow on) concluída em fevereiro, levantando R$ 2,6 bilhões, reforça significativamente o caixa e a deixa preparada para os desafios que 2020 apresenta. Em relação especificamente à covid-19, a Cogna já anunciou a liberação de diferentes conteúdos didáticos para atender alunos que vão prestar vestibular e até mesmo pequenos empresários que buscam orientação em cursos de empreendedorismo.

Cursos à distância

Antes de recomendarem as carteiras aos investidores, os analistas discutem as possibilidades de ganhos das empresas com os cursos à distância. Luís Sales, da Guide Investimentos, diz que a desistência de cursos presenciais deve aumentar em função do isolamento social e também do aumento do desemprego no País. Por outro lado, explica, é possível ver alguma migração para o ensino à distância (EAD).

"O EAD possui um tíquete menor do que o ensino presencial e no geral o impacto tende a ser mais negativo", observa Sales.

O estrategista de Pessoa Física da Santander Corretora, Renato Chanes, diz que empresas listadas estão melhores preparadas do que o restante do mercado, dada a maior capacidade tecnológica, que permitiu a implementação rápida de ensino à distância em cursos que até então eram presenciais. Mas Alvaro Bandeira, sócio e economista-chefe do banco digital Modalmais, explica que no Brasil a cultura de aulas remotas está apenas começando.

"O setor educacional no Brasil está passando por transformações e também por processos de fusões e aquisições, que devem continuar junto com recursos escassos destinados ao Fies. Por tudo isso o setor deve passar por dificuldades, mas temos que considerar que algumas empresas saíram na frente e conseguiram se capitalizar para atravessar o momento, além de terem se especializado em ministrar e vender processos de cursos à distância, como a líder Cogna", comenta Bandeira.

Troca de carteiras

Terminado o mês, as corretoras promoveram várias trocas nas carteiras. A Ativa colocou a Cogna ON na lista. Também entraram Bradesco PN e BRF ON. Saíram Copasa ON, Hypera ON e Vale ON. O Santander retirou Yduqs ON e CPFL Energia ON e inseriu Hapvida ON e Multiplan ON. A Terra Investimentos tirou Cosan ON e Marfrig ON para colocar Ultrapar ON e JBS ON.

Na Guide Investimentos, saíram do portfólio Cemig ON, Centauro ON e Suzano ON e entraram Bradesco PN, Via Varejo ON e Minerva ON. A corretora informou que com o avanço do coronavírus, as companhias pertencentes ao setor de alimentos acabaram se beneficiando por conta da maior demanda e também pelo câmbio, que favorece a exportação.

"A escassez de oferta nos Estados Unidos poderá servir como suporte de preço para a Minerva nesse segundo trimestre. Ainda, acreditamos que a companhia possui oportunidades de valorização no curto prazo", diz a Guide. Na última terça-feira, a Minerva Foods informou que registrou um lucro líquido de R$ 271,2 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo um prejuízo de R$ 31,4 milhões de igual período de 2019.

TOP PICKS

ÁGORA INVESTIMENTOS

Itaú Unibanco PN

Sanepar Unit

Taesa Unit

Tenda ON

TIM ON

ATIVA INVESTIMENTOS

Bradesco PN

Magazine Luiza ON

Cogna ON

CPFL ON

BRF ON

BB INVESTIMENTOS

Copel PNB

Marfrig ON

Rumo ON

Suzano ON

Vale ON

DAYCOVAL

Cyrela ON

Gerdau PN

Guararapes ON

Taesa Unit

Vale ON

GUIDE INVESTIMENTOS

Bradesco PN

B3 ON

Via Varejo ON

MInerva ON

Weg ON

MIRAE ASSET

BRF ON

Magazine Luiza ON

Minerva ON

Pão de Açúcar ON

Vale ON

MYCAP

JBS ON

Gerdau PN

Localiza ON

BR Distribuidora ON

Weg ON

MODALMAIS

CSN ON

Magazine Luiza ON

Marfrig ON

Petrobras PN

Weg ON

PLANNER

CTEEP PN

Engie ON

Hapvida ON

Odontoprev ON

Vale ON

SANTANDER

Bradesco PN

Hapvida ON

JBS ON

Lojas Renner ON

Multiplan ON

SOCOPA

Bradesco PN

CVC ON

GPA ON

Hapvida ON

Vale ON

TERRA INVESTIMENTOS

Cemig PN

Itaú Unibanco PN

ULtrapar ON

Yduqs ON

JBS ON

XP INVESTIMENTOS

Banco do Brasil ON

Sanepar Unit

GPA ON

JBS ON

Vale ON

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Estadão
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