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Coronavírus

SP usará Pfizer para quem tem dose da AstraZeneca atrasada

Medida foi tomada para garantir esquema vacinal da população em meio ao que a gestão estadual chama de 'apagão do Ministério da Saúde'

10 set 2021 - 20h40
(atualizado às 20h45)
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O governo de São Paulo anunciou na noite desta sexta-feira, 10, que, a partir da próxima semana, quem estiver com a segunda dose da AstraZeneca atrasada poderá se vacinar com a Pfizer. A medida foi tomada para garantir o esquema vacinal da população em meio à escassez de doses de AstraZeneca e ao que governo estadual chama de "apagão do Ministério da Saúde".

Um pouco mais cedo, o governador João Doria (PSDB) chegou a dizer que, caso não receba do governo federal 1 milhão de doses de AstraZeneca até a próxima terça-feira, 14, o Estado pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a quantia já deveria ter sido entregue.

Enquanto novas doses não chegam, o governo de São Paulo informou, em nota, que poderá se vacinar com a segunda dose da Pfizer quem estiver com a dose de AstraZeneca com vencimento entre os dias 1 e 15 de setembro.

Seringas com vacina da Pfizer em Nova York
23/2/2021  REUTERS/Brendan McDermid
Seringas com vacina da Pfizer em Nova York 23/2/2021 REUTERS/Brendan McDermid
Foto: Reuters

Para viabilizar o plano, serão entregues aos municípios durante o final de semana cerca de 400 mil doses extras de Pfizer. Elas chegaram nos últimos dias ao Estado e serão remanejadas para a aplicação desta segunda dose. Segundo a pasta, os municípios também poderão aplicar vacinas da Pfizer que tiverem em estoque.

A decisão é emergencial e, de acordo com o governo, visa a "amenizar os transtornos causados pelo não envio das doses". A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo é de que nos próximos dias a situação seja regularizada.

A intercambialidade das vacinas foi chancelada pelo Comitê Científico do governo do Estado e pelo Programa Estadual de Imunização (PEI), que embasaram a decisão em estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e em orientações do próprio Ministério da Saúde.

Na nota técnica 6/2021, o ministério determinou que vacinas heterólogas podem ser administradas quando houver indisponibilidade do imunizante aplicado como primeira dose. "Ao contrário do que foi divulgado pelo governo de São Paulo, o Ministério da Saúde não deve segunda dose de vacina covid-19 da AstraZeneca ao Estado de São Paulo", diz a pasta em nota. Ainda segundo o ministério, o Estado utilizou como primeira dose vacinas destinadas à dose dois.

Estadão
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