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Saúde anuncia dose de reforço para idosos acima de 60 anos

Até então, só idosos com mais de 70 anos e profissionais de saúde estavam aptos à dose complementar

28 set 2021 13h28
| atualizado às 13h37
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 A vacina prioritária para a dose de reforço é a da Pfizer
REUTERS/Dado Ruvic
A vacina prioritária para a dose de reforço é a da Pfizer REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira, 28, que idosos acima de 60 anos vão receber a dose de reforço da vacina contra a covid-19. A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em um vídeo gravado no hotel em Nova York onde ele cumpre quarentena após testar positivo para a doença.

De acordo com a pasta, cerca de 7 milhões de pessoas serão vacinadas nesta nova etapa da campanha de reforço. A vacina prioritária para a dose de reforço é a da Pfizer, mas também pode ser utilizadas os imunizantes da AstraZeneca e a Janssen.

A data exata do início da vacinação não foi divulgada pelo ministro. A aplicação nos idosos seguirá ordem cronológica, do mais velho para o novo.

Com isso, idosos acima de 60 anos que tiverem tomado a segunda dose há mais de seis meses já poderão receber o reforço.

Desde o dia 15 de setembro, apenas idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos (pessoas cujo sistema imunológico está comprometido por alguma condição de saúde) estavam aptos a tomar a dose de reforço. A ampliação para os profissionais de saúde ocorreu no dia 24.

"Graças à estratégia diversificada que o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, adotou para aquisição de vacinas é possível hoje, no final do mês de setembro, ofertar para os idosos uma dose de reforço da vacina", afirmou Queiroga. "Além dos idosos com mais de 70 anos e dos profissionais de saúde, que foram anunciados como contemplados, agora o Ministério da Saúde vai atender os idosos com mais de 60 anos. São cerca de 7 milhões de brasileiros nesta condição", completou.

A Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19 (Cetai), que auxilia o ministério, recomenda a dose de reforço a partir de estudos que mostram a queda na proteção oferecida pelos imunizantes após seis meses da segunda dose. Isso não significa que as vacinas sejam ineficazes contra o vírus, mas que a injeção extra pode ampliar a segurança desses grupos mais vulneráveis. Países como Estados Unidos, Israel e Chile também adotaram a estratégia semelhante.

Estadão
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