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Preços de casas novas na China ficam estáveis pela primeira vez desde auge da Covid-19 no país

20 out 2021 08h57
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Os preços das casas novas na China estagnaram pela primeira vez desde fevereiro de 2020 em setembro, à medida que o desânimo no mercado imobiliário se intensificou em meio à restrição do crédito devido a uma repressão contínua a investimentos especulativos.

Canteiro de obras de apartamentos residenciais em Pequim, China
27/09/2018 REUTERS/Thomas Peter
Canteiro de obras de apartamentos residenciais em Pequim, China 27/09/2018 REUTERS/Thomas Peter
Foto: Reuters

O preço médio das casas novas em 70 grandes cidades chinesas ficou inalterado em setembro na margem, em comparação com crescimento de 0,2% em agosto, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) nesta quarta-feira.

Alguns analistas afirmam que os preços caíram 0,08%, ou até 0,1%, com base em seus respectivos cálculos, que podem variar um pouco devido às diferentes fórmulas utilizadas. O NBS não respondeu a um pedido de comentários da Reuters.

Os dados mostraram que 27 cidades relataram ganhos mensais, em comparação com 46 em agosto, menor quantidade desde fevereiro de 2020, no auge do surto da Covid-19 na China.

Em setembro, algumas cidades intensificaram suas campanhas para afastar especuladores do mercado imobiliário. Xiamen endureceu ainda mais as restrições, além das medidas já em curso, proibindo compradores de primeira casa de revender suas propriedades por cinco anos.

As restrições mais duras, junto com regras mais rígidas sobre empréstimos para compra de propriedades, pesaram sobre a demanda de curto prazo, disseram analistas.

Os líderes chineses, temerosos de que uma bolha imobiliária persistente possa prejudicar a ascensão de longo prazo do país, provavelmente manterão restrições imobiliárias apertadas, embora analistas digam que eles podem suavizar algumas táticas conforme necessário.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, os preços das novas casas na China cresceram 3,8% em setembro, menor ritmo em nove meses, arrefecendo ante aumento de 4,2% em agosto.

Agravando receios no setor estão os problemas de dívida da China Evergrande, a segunda maior incorporadora do país, em luta para levantar recursos para pagar seus muitos credores e fornecedores.

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