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Ômicron: Pfizer oferece proteção parcial contra variante, diz estudo preliminar

Experimento na África do Sul mostrou eficiência da dose de reforço para barrar efeito da nova cepa

7 dez 2021 23h29
| atualizado em 8/12/2021 às 00h54
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Um relatório da África do Sul ofereceu uma primeira perspectiva sobre como as pessoas vacinadas podem responder à variante Ômicron do coronavírus, que se dissemina de maneira rápida. Experimentos em laboratório descobriram que a nova cepa parece reduzir o poder do imunizante da Pfizer, mas também apontou que as pessoas que receberam uma dose de reforço estão mais protegidas.

O estudo, publicado online nesta terça-feira, 7, descobriu que anticorpos produzidos por pessoas vacinadas eram menos eficientes em manter a infecção pela Ômicron longe das células do que outras formas do coronavírus já conhecidas.

Cientistas disseram que, de certa forma, os resultados foram preocupantes, mas não causaram pânico. Os dados sugerem que as pessoas vacinadas poderiam estar vulneráveis a infecções como a pela Ômicron, que está se espalhando rapidamente pela África do Sul e já apareceu em dezenas de países pelo mundo.

No entanto, as vacinas estimulam uma resposta imune ampla, que envolve mais do que apenas anticorpos. Assim, estes experimentos oferecem uma visão incompleta do quanto as vacinas protegem contra hospitalizações e mortes pela Ômicron.

Alex Sigal, um virologista do Africa Health Research Institute em Durban, na África do Sul, que conduziu o estudo, temia que as vacinas pudessem não fornecer alguma proteção contra a variante. Era possível que a Ômicron tivesse desenvolvido uma nova forma de entrar nas células, que tivesse tornado os anticorpos de vacinas inúteis. "Todo o nosso esforço iria para o lixo", disse. Felizmente, isso provou não ser o caso.

Sua equipe descobriu uma diferença entre os dois grupos de voluntários. Os anticorpos das seis pessoas vacinadas não infectadas eram muito fracos contra a Ômicron. Mas, entre os voluntários que tiveram covid antes da vacinação, cinco em cada seis ainda produziram uma resposta potente.

Uma razão para a diferença é que as pessoas que são vacinadas depois da infecção produzem níveis mais altos de anticorpos do que as que não foram infectadas.

Sigal disse que os experimentos não vão ser capazes de dizer muito sobre o quanto a dose de reforço protege contra a nova cepa até que os pesquisadores testem os anticorpos diretamente das pessoas que os receberam. No entanto, ele suspeitou que o aumento no nível de anticorpos traria boa proteção. "Quanto mais você tiver, melhor você estará", disse.

Estadão
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