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'Não será um Eldorado, mas haverá investidor para infraestrutura'

Sócio do escritório Azevedo Sette Advogados, Frederico Bopp Dieterich, vários investidores têm procurado o escritório para conhecer melhor alguns projetos

13 jul 2020
05h11
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O setor de infraestrutura tem capacidade de acelerar a retomada econômica brasileira no pós-pandemia, avalia o sócio do escritório Azevedo Sette Advogados, Frederico Bopp Dieterich. Na avaliação dele, ao contrário do ocorreu no passado, hoje o Brasil tem uma boa carteira de projetos para colocar no mercado.

Frederico Bopp Dieterich, sócio do Azevedo Sette
Frederico Bopp Dieterich, sócio do Azevedo Sette
Foto: Azevedo Sette/Divulgação / Estadão

Ele conta que vários investidores têm procurado o escritório para conhecer melhor alguns projetos. "Não vai ser um Eldorado, mas teremos interessados nas licitações", diz ele, que acabou de ser eleito o advogado número 1 da América Latina por executivos jurídicos e financeiros. Veja a seguir trechos da entrevista com o advogado.

O setor de infraestrutura tem capacidade de turbinar a retomada econômica?

Sim. Ao contrário do passado, hoje temos um conjunto de bons projetos para colocar no mercado, como concessões de novos aeroportos, iluminação pública, portos e saneamento básico. Sabemos que uma andorinha só não faz verão. É preciso ter vários projetos de uma mesma área, como ocorrerá com saneamento, que terá três concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas) em setembro: Cariacica (ES), Casal (AL) e Sanesul (MS).

E, neste momento delicado de pandemia, haverá investidor interessado?

Estamos sendo sondados por vários investidores interessados em projetos no Brasil. Não vai ser um Eldorado, não vão sair correndo para cá, mas teremos players interessados. Em saneamento, muitos investidores já estão aqui. A imagem do Brasil está um pouco chamuscada por causa da questão ambiental e outros fatores internos. Mas acredito que é passageiro. Somos a nona economia do mundo e somos resilientes. Apesar dos efeitos da pandemia, as coisas continuam funcionando, como água, luz, telefone e meios de transporte.

Qual o setor com mais capacidade de crescer após a pandemia?

Sem dúvida, o setor de saneamento. Depois vemos o setor de logística, com rodovias, aeroportos, portos e ferrovias. São investimentos bilionários, mas alguns ainda dependem de aprovação do TCU (Tribunal de Contas da União).

E haverá financiamento para esses projetos?

Nesse ponto, temos duas versões no mercado. Uma é a de que não há dinheiro para todos os projetos e outra, dos bancos, de que dinheiro tem, o que não tem é projeto de qualidade. Para o setor de saneamento, o BNDES diz que não vai faltar dinheiro. Veremos como será.

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Estadão
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