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Ibaneis defende quarentena de Doria e critica Bolsonaro

Distrito Federal foi o primeiro local no País a adotar um regime de quarentena com suspensão de aulas e do comércio

28 mar 2020
11h14
atualizado às 12h00
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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF), defendeu a quarentena adotada pelo governo de São Paulo, João Doria, e criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro, que tem pedido o retorno das pessoas para as ruas e trabalho, enquanto o Ministério da Saúde recomenda o isolamento social.

"Bolsonaro está dando sinais trocados desde o início do mandato. Eu tenho buscado não politizar. Ele tem encaminhado muito para o rumo da política. O que eu vejo é que o Doria (João Doria) tem uma preocupação muito grande, e acho que ele não está agindo errado. Ele está no caminho certo", disse Ibaneis. "O presidente Bolsonaro, desde o início do mandato dele, está fazendo o que sempre fez. Tenta não ser político, sendo, a vida toda."

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha
Foto: José Cruz/Agência Brasil -26/3/2019 / Estadão Conteúdo

O Distrito Federal foi o primeiro local no País a adotar um regime de quarentena com suspensão de aulas e do comércio. "Sabemos que, se tivermos um colapso na rede de saúde, vai ser muito grave. Temos uma preocupação muito grande, porque Brasília tem uma população um pouco mais idosa. São pessoas que vieram de outros Estados para cá", disse Ibaneis ao Estado.

"Tem um grupo de pessoas que também tem uma renda per capta alta, muitos estavam viajando, circulando. Tem 10 organizações nacionais com todo mundo viajando de um lado para o outro, o Congresso Nacional, todos os tribunais. A sorte nossa é que todos esses órgãos atenderam as nossas recomendações", afirmou.

O Distrito Federal segue com a quarentena em vigor, com apenas alguns locais reabertos a partir da próxima semana, como casas lotéricas e postos de atendimento bancário, utilizados por populações mais carentes para receber benefícios sociais. Não há data prevista para o retorno das aulas e o fim da quarentena. A previsão é de o pico das contaminações do coronavírus ocorra na segunda quinzena de abril.

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Estadão
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