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Hospitais montam força-tarefa para resolver fluxo de exames após ataque hacker a laboratório

Fleury informou que está priorizando retomada do serviço em hospitais e também opera com plano de contingência; pacientes não terão de refazer exames

25 jun 2021 10h02
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Dois dias depois dos ataques cibernéticos que atingiram a rede de laboratórios Fleury, o grupo e hospitais parceiros estão fazendo uma força-tarefa para organizar o fluxo de pacientes por meio de planos de contingência. De acordo com a rede, os sistemas estão começando a ser restabelecidos, com prioridade para os hospitais, mas não houve vazamento nem perda de dados.

No site do grupo, um aviso destaca a indisponibilidade do sistema e informa que ele está tendo "suas operações restabelecidas com todos os recursos e esforços técnicos para a rápida normalização ".

De acordo com a rede, os sistemas estão começando a ser restabelecidos, com prioridade para os hospitais
De acordo com a rede, os sistemas estão começando a ser restabelecidos, com prioridade para os hospitais
Foto: Divulgação / Estadão

No hospitais Sírio-Libanês e A.C. Camargo Cancer Center, comitês de contingência foram montados para evitar atrasos nos exames. Equipes do laboratório também estão atuando nas unidades.

O Sírio-Libanês destacou que seus sistemas não foram afetados e "que não há impactos na liberação de laudos dos exames de imagem e demais testes realizados por nossos pacientes".

O A.C. Camargo informou que, apesar do problema, nenhum atendimento foi cancelado. "O atendimento às áreas críticas e aos pacientes com demandas urgentes continua sendo realizado por profissionais mobilizados na coleta de exames e entregas de resultados mesmo sem automatização", disse, em nota.

Uma paciente do hospital de 44 anos, que preferiu não se identificar, receberia o resultado de uma biópsia em um nódulo na tireoide na última terça-feira, dia do ataque, e chegou a pensar que o problema era no seu computador.

"Liguei e o hospital disse que estava com um problema tecnológico e que era para eu tentar no dia seguinte." Na ligação, ela perguntou se o médico poderia ver o resultado, mas foi informada que o profissional também não conseguia acessar o sistema. Na quarta e nesta quinta-feira, 24, recebeu a informação de que o problema persistia.

Ela fez uma bateria de exames na semana passada e conseguiu ver outros resultados, mas este era o que que estava mais ansiosa para receber.

"Fiquei super aflita, porque, por mais que eu tivesse o resultado da citologia dando benigno, a biópsia é que confirma de fato se é câncer ou não. Estou há dois dias esperando. É um resultado extremamente importante que pode mudar a minha vida e o que eu tenho de fazer, se tenho de fazer cirurgia ou não. Você fica todos os dias com essa aflição, não é um resultado qualquer."

Não será necessário refazer exames, diz Fleury

Segundo o Fleury, os hospitais foram priorizados para poder dar assistência aos pacientes internados e que agendamentos serão mantidos.

"É importante esclarecer que os clientes não precisarão realizar novamente exames que já haviam sido realizados. Os resultados estão sendo processados e liberados gradualmente", completa.

O grupo informou ainda que empresas de referência das áreas de tecnologia, segurança da informação e de quality assurance, "auditoria dedicada a certificar a qualidade do processo de restabelecimento das nossas operações de atendimento", estão atuando para solucionar a situação.

Estadão
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