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Fiocruz recebe material para 12,2 milhões de doses da vacina

A remessa completa a quantidade de insumos necessários para a produção de 15 milhões de doses do imunizante, previstos para o mês de março

26 fev 2021
20h23
atualizado às 20h31
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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai receber neste sábado, 27, a segunda remessa do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), o princípio ativo para a fabricação da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. O material será suficiente para produzir 12,2 milhões de doses da vacina. O voo que vai trazer o IFA ao Brasil partiu de Xangai, na China, às 7h35 desta sexta-feira (no horário local) e às 17h50 de sábado deve chegar ao aeroporto internacional do Galeão, na Ilha do Governador (zona norte do Rio), de onde seguirá para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz). O produto é transportado à temperatura de - 55°C.

A nova remessa completa a quantidade de insumos necessários para a produção de 15 milhões de doses da vacina, previstas para o mês de março. O primeiro lote de IFA chegou à Fiocruz no último dia 6, em quantidade suficiente para 2,8 milhões de doses, que estão sendo fabricadas. As vacinas serão entregues ao Ministério da Saúde após o deferimento do registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cuja análise tem seguido de forma paralela à produção. Até junho, a Fiocruz deve receber lotes de IFA suficientes para produzir 100,4 milhões de doses da vacina.

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro (RJ). 
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro (RJ).
Foto: Fiocruz/Divulgação / Estadão Conteúdo

Após a chegada do IFA em Bio-Manguinhos/Fiocruz, amostras serão enviadas para o controle de qualidade. Com a liberação dos resultados, será realizado o descongelamento, seguido do processamento final, que acontece em quatro etapas: 1) formulação; 2) envase e recravação; 3) inspeção; 4) rotulagem e embalagem.

Na formulação, o IFA é descongelado e diluído para receber estabilizadores, responsáveis por garantir a integridade e preservar o princípio ativo. Na etapa de envase e recravação, o líquido da vacina é inserido de forma automatizada em frascos esterilizados, sendo fechados com uma rolha de borracha específica e encaminhados para a recravação, onde recebem um lacre de segurança. Logo depois ocorre a fase de inspeção dos frascos e, por último, é realizada a etapa de rotulagem e embalagem, onde as vacinas recebem rótulos com identificação, número de lote, data de fabricação, validade e demais informações técnicas. Na sequência, as vacinas seguem para serem embaladas.

Durante o processamento da vacina, são retiradas amostras de todos os lotes, a serem encaminhadas para um rígido controle de qualidade interno a fim de garantir sua segurança e eficácia. Após o resultado, as vacinas são liberadas para entrega ao Ministério da Saúde.

 

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