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Dólar sobe ante rivais, com busca por segurança e casos de covid-19 na Europa

22 set 2020
17h28
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O dólar se valorizou em relação às principais moedas no pregão desta terça-feira, 22. De um lado, a busca por segurança desencadeada ontem no mercado ainda não se dissipou, apesar dos ganhos nas bolsas de Nova York. Por outro, o aumento dos novos casos de covid-19 na Europa e novas restrições no Reino Unido enfraqueceram o euro e a libra.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 104,98 ienes, o euro recuava a US$ 1,1712 e a libra tinha baixa a US$ 1,2741. O índice DXY, que mede o dólar ante outras seis divisas principais, subiu 0,35%, a 93,988 pontos.

"A recuperação do dólar em setembro ganhou força depois que as ações globais em queda desencadearam uma corrida para ativos mais seguros", comenta o analista de mercado sênior Joe Manimbo, do Western Union. Após a liquidação de ontem, o mercado acionário americano conseguiu se sustentar em alta hoje, mas a cautela prevalece. "A preocupação está crescendo em meio ao aumento de casos de covid-19 em todo o mundo", acrescenta Manimbo.

O banco de investimentos americano Brown Brothers Harriman (BBH), entretanto, vê a força do dólar como temporária, "devido à combinação agora familiar de um Federal Reserve Fed, o banco central dos EUA ultradovish e dados econômicos mais brandos dos EUA".

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou restrições no país para conter a segunda onda da pandemia, fator que pressiona a libra. Em pronunciamento à nação, Johnson disse que a alta nos casos da doença é exponencial e mencionou um possível lockdown.

A libra chegou a subir no começo do pregão, reagindo a comentários do presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, mas depois voltou a cair. O dirigente sinalizou que a adoção de juros negativos pelo BC não é iminente, apesar de o assunto ter sido debatido recentemente.

Em relação a divisas de países emergentes e ligados a commodities, o dólar ficou sem direção única. No final da tarde em Nova York, a moeda dos EUA caía a 16,8029 rands sul-africanos, mas subia a 21,7142 pesos mexicanos e a 75,6015 pesos argentinos.

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Estadão
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