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Com otimismo sobre retomada econômica, Bolsa fecha em alta de 2%; dólar fica a R$ 5,35

Ibovespa fechou aos 98 mil pontos, mas subiu aos 99 mil pontos na máxima do dia, em sintonia com os sinais positivos vindos do mercado exterior

6 jul 2020
09h20
atualizado às 18h19
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O otimismo com a retomada econômica em outros países afetou positivamente a Bolsa de Valores de São Paulo, a (B3), que encerrou nesta segunda-feira, 6, com alta de 2,24% aos 98.931,16 pontos - na máxima do dia, ela subiu aos 99 mil pontos. O dólar, no entanto, não foi beneficiado pelo tom positivo do mercado e fechou cotado a R$ 5,3518, uma valorização de 0,61%.

Inúmeros fatores vindos do exterior estimularam a melhora do mercado brasileiro no pregão de hoje. Entre eles, estão os ganhos dos índices na Ásia, motivados por uma possível recuperação rápida da economia da região. Por lá, a Bolsa de Xangai atingiu seu melhor nível desde 2018 e movimentou 1,5 trilhão de yuans (cerca de US$ 212 bilhões) na sessão desta segunda.

Também anima a volta às compras do megainvestidor americano Warren Buffett - depois de desfazer-se de ações de companhias aéreas em abril, Buffett aposta numa tese de crescimento no setor de energia. Hoje mesmo, ele investiu US$ 9,7 bilhões em uma empresa do ramo.

Com o resultado de hoje, a B3 fechou em seu melhor resultado desde 8 de junho. Na máxima do dia, nesta segunda, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado de trabalho, subia aos 99.256,85 pontos - melhor nível para uma cotação desde 6 de março. Em julho, ele acumula ganho de 4,08% e cede apenas 14,45% no ano.

Nesta segunda, o setor bancário ajudou a manter os ganhos da Bolsa, com ganhos de 6,69% para Bradesco ON. Na ponta positiva do Ibovespa, CVC subiu 10,55%, seguida por B2W, com 8,63% e Qualicorp, com 7,38%.

Câmbio

Apesar do aumento do investidor por riscos, as preocupações com a dinâmica fiscal do País pesam no câmbio, após a informação de que a dívida bruta pode chegar a 100% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Com isso, o real teve um dia negativo frente ao dólar, ao mesmo tempo em que algumas das principais moedas emergentes conseguiram abrir vantagem em relação à moeda americana.

Na mínima do dia, o dólar caía aos R$ 5,2636, um recuo de 0,93%. Já o dólar para agosto fechou com valorização de 0,82%, cotado a R$ 5,3650.

Cenário local

Por aqui, o ministro da Economia, Paulo Guedes, sem detalhar quais empresas estão na lista. Em entrevista à CNN, ao ser perguntado se os Correios estavam incluídos, Guedes respondeu: "Seguramente, não vou falar quando (será a privatização), mas seguramente". O ministro afirmou que a tributação de dividendos deve entrar na reforma tributária, que deve ser aprovada ainda em 2020 e há o debate sobre criação de tributos sobre transações digitais, que não é a CPMF, afirmou.

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse à GloboNews que a reforma tributária é prioridade na agenda legislativa do segundo semestre, mas que é "radicalmente contra" a proposta de recriação de imposto nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF).

Mercados internacionais

As Bolsas da China e de algumas partes da Ásia fecharam em forte alta, com a possibilidade de que os ganhos do mercado se mantenham por um longo tempo. Os chineses Xangai Composto eShenzhen Composto avançaram 5,71% e 3,90% cada, enquanto o Hang Seng subiu 3,81% em Hong Kong. O japonês Nikkei se valorizou 1,83%, o sul-coreano Kospi avançou 1,65% e o Taiex registrou ganho de 1,74% em Taiwan. Já na Oceania, a Bolsa australiana caiu 0,71%.

As Bolsas da Europa também experimentaram altas, após um dado mostrar que as vendas no varejo da zona do euro cresceram 17,8% em junho ante maio, acima da previsão de alta de 14% dos analistas. Com isso, o Stoxx 600 fechou em alta de 1,58%. Londres e Frankfurt subiram 2,09% e 1,64% cada, enquanto Paris teve alta 1,49%. Já Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos 1,55%, 2,06% e 0,05%.

O aumento do apetite por riscos também ditou o tom das Bolsas de Nova York, que teve um dia positivo. O Dow Jones subiu 1,78% e o S&P 500 teve ganho de 1,59%. Já o Nasdaq avançou 2,21% e fechou aos 10.433,65 pontos, um novo recorde para um fechamento.

Petróleo

A commodity fechou sem direção única nesta segunda, devido a um reajuste no mercado de petróleo americano na volta do feriado do Dia da Independência, que paralisou os mercados por lá. Já no mercado europeu, o dia foi favorável, devido aos indicadores positivos vindos do exterior.

O WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou em queda de 0,05%, a US$ 40,63 o barril. Já o Brent para setembro, referência no mercado europeu, subiu 0,70%, a US$ 43,10 o barril./MAIARA SANTIAGO, LUÍS EDUARDO LEAL, MARIA REGINA SILVA E SIMONE CAVALCANTI

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Estadão
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