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De olho em impacto econômico da covid-19, mercados internacionais fecham sem sentido único

Novos focos de coronavírus em várias partes do mundo, particularmente nos EUA, vêm limitando o apetite por risco na Ásia, Europa e NY

8 jul 2020
07h10
atualizado às 19h34
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As Bolsas da Ásia, do Pacífico, da Europa e de Nova York fecharam sem direção única nesta quarta-feira, 8, à medida que investidores continuam avaliando como os recentes surtos de coronavírus pelo mundo, em especial nos Estados Unidos, afetam a perspectiva de recuperação da economia global.

Novos focos de coronavírus em várias partes do mundo, particularmente nos EUA, vêm limitando o apetite por risco na Ásia. Na terça-feira, 7, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para o fato de que a pandemia da covid-19 continua a acelerar globalmente. "O surto está acelerando e nós claramente ainda não atingimos o pico da pandemia", afirmou ele. Segundo cálculos da OMS, cerca de 11,4 milhões de casos foram relatados no mundo, gerando mais de 535 mil mortes.

O ressurgimento do vírus compromete expectativas de uma retomada global mais rápida do que se imaginava, como vários indicadores de grandes economias vinham sugerindo nas últimas semanas.

Contudo, ainda há esperança de que uma cura seja desenvolvida ainda este ano. Nesta quarta, a americana Moderna anunciou um avanço nos estudos de uma vacina contra o coronavírus, que já caminha para a Fase 3, quando milhares de pessoas são testadas para comparar a eficácia.

Bolsas da Ásia

Nos negócios da China continental, as Bolsas deram continuidade a um rali que ganhou força no começo da semana, depois de a mídia estatal do país afirmar que um "bull market saudável" é agora mais importante do que nunca para a economia doméstica, referindo-se a mercados com tendência de alta.

Na Ásia, os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto subiram 1,74% e 1,88% cada, ainda na esteira da recuperação vista nos últimos dois dias. Já o japonês Nikkei caiu 0,78% e o sul-coreano Kospi recuou 0,24%. Algumas altas modestas também foram registradas por lá, com o Hang Seng de Hong Kong e o Taiex de Taiwan registrando ganhos de 0,59% e 0,64%. Na Oceania, o aumento de casos da covid-19 pesou na região e a Bolsa de Sydney caiu 1,54%.

Bolsas da Europa

No velho continente, os mercados da Europa fecharam praticamente em queda generalizada, com o Stoxx 600 recuando 0,67%. Londres e Frankfurt recuaram 0,55% e 0,97%, respectivamente, enquanto a Bolsa de Paris cedeu 1,24%. O dia também foi negativo para os mercados de Milão e Madri , onde baixas de 0,57% e 1,62% foram registradas. A única exceção na região foi o índice de Lisboa, que encerrou com alta de 0,54%.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, os índices encerraram no positivo, após operarem em queda por vários momentos do pregão. O Dow Jones teve alta modesta de 0,68%, enquanto o S&P 500 subiu 0,78%. O melhor resultado ficou com o Nasdaq, que fechou com ganho de 1,44%, aos 10.492,50 pontos - novo recorde para um fechamento -, após a melhora das ações de tecnologia, com destaque para a Apple.

Petróleo

A commodity fechou no azul, apesar das preocupações com o avanço da segunda onda do coronavírus. Além disso, o mercado de petróleo também viu com preocupação o relatório do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês), apontou aumento nas reservas de petróleo americanas, contrariando a previsão de queda dos analistas.

Em resposta, o petróleo WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou em alta de 0,69%, a US$ 40,90 o barril. Já o Brent para setembro, referência no mercado europeu, avançou 0,49%, a US$ 43,29 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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Estadão
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