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Como uma família argentina vive a quarentena em um veleiro no Rio de Janeiro

11 mai 2020
20h16
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Constanza Coll tinha planejado abandonar sua vida em tempo integral a bordo de um veleiro atualmente navegando pelo litoral do Rio de Janeiro para dar à luz seu segundo filho em um hospital público em sua terra natal, a Argentina.

Constanza Coll e a família em um veleiro onde moram, no Rio de Janeiro
09/05/2020
REUTERS/Ricardo Moraes
Constanza Coll e a família em um veleiro onde moram, no Rio de Janeiro 09/05/2020 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

A mulher, de 34 anos, também havia considerado dar à luz em um hospital brasileiro e evitar a viagem de volta para casa.

O coronavírus acabou tomando a decisão por ela.

As quarentenas espalharam-se pela América Latina em março, quando Coll estava perto da costa do Rio com seu marido e filho. Não havia como voltar para a Argentina depois que o país fechou suas fronteiras. Coll deve dar à luz ainda neste mês.

"Nesse contexto, decidimos fazer em um hospital particular que até o momento não tem nenhum caso", disse Coll à Reuters de seu barco, referindo-se ao coronavírus. "Decidimos fazer esse investimento, abrir o cofrinho."

Seu estilo de vida é popular no Instagram, onde a conta de sua família, chamada @el_barco_amarillo tem mais de 60.000 seguidores. Durante o tempo normal, eles navegavam sem parar e ganhavam dinheiro com o aluguel de camas no barco para seus seguidores nas redes sociais.

Coll espera que as restrições de viagem sejam afrouxadas até outubro, para que possam começar a ganhar renda novamente. Mas, por enquanto, eles sentem-se mais seguros no barco do que na tentativa de alugar um apartamento.

"O vírus está no interior. Não está no oceano", disse Juan Manuel Dordal, de 35 anos, marido de Coll. "De certa forma, sentimos que precisamos cuidar de nós mesmos quando deixamos o barco, não quando estamos nele".

O Rio de Janeiro é uma região de alerta quanto ao coronavírus. As autoridades sinalizaram que os hospitais podem entrar em colapso e ponderam a imposição de bloqueios mais severos do que as diretrizes recomendadas da quarentena atualmente em vigor.

((Tradução Redação Brasília, 55 61 33296012)) REUTERS GP PF

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