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Comércio online agravou mercado ilegal de bebidas alcoólicas, diz presidente de associação

Segundo Cristiane Foja, as vendas online de bebidas subiram aproximadamente 25% na pandemia, porém, é preciso ter cuidado, já que nem sempre os canais exigem o certificado de origem

4 dez 2021 05h11
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Assim como outros setores, as vendas online foram a salvação para o setor de bebidas alcoólicas durante períodos mais críticos da pandemia. Com o fechamento de bares e restaurantes, o tombo foi de 70% nos negócios nos primeiros 15 dias. Mas o comércio online agravou um problema antigo do setor: aumentou o mercado ilegal. "Raramente os marketplaces exigem o certificado de origem", diz Cristiane Foja, presidente da Abrabe.

Qual foi o impacto da pandemia nas vendas?

Com o fechamento de bares, restaurantes e eventos, que respondem por 61% das vendas, os negócios caíram 70% nos primeiros 15 dias da pandemia. Para recuperar parte desse volume, as empresas tiveram de se reinventar e desenvolver canais online. Algumas nem tinham. Essa foi a solução para que o setor se reerguesse. Houve um aumento de 25%, por baixo, das vendas online. O brasileiro aprendeu a comprar bebida online, mas o mercado ilegal se aproveitou.

Cresceu a oferta de bebidas ilegais na pandemia?

Sim. As apreensões trazidas ao conhecimento da Abrabe pela Polícia Federal e pela Receita Federal aumentaram 11% nos últimos dois anos e esse período pega a pandemia. Também houve crescimento de 27% no contrabando. Contrabando e falsificação são as duas modalidades do mercado ilegal. Esse é o grande câncer do setor. Ele toma a atenção e o esforço de todas as empresas de bebidas alcoólicas, não só associação.

Por que é mais fácil vender bebida ilegal pelo e-commerce?

Porque os canais online raramente exigem o certificado de origem das bebidas importadas. Estou falando dos marketplaces, onde qualquer pessoa pode usar a plataforma para vender. Sem a exigência desse certificado não tem como provar que aquela bebida é aquela mesma. Mas agora tivemos uma inovação por parte do marketplace do Magazine Luiza. O Magalu passou a exigir certificado de origem para vinhos. É um grande exemplo a ser seguido por outras plataformas.

Estadão
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