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Vacina contra a covid-19 faz Europa e NY fechar em alta, mas Ásia fica sem sinal único

Farmacêutica americana Moderna anunciou que sua possível vacina para a covid-19 produziu anticorpos em todos os pacientes testados

15 jul 2020 07h12
| atualizado às 20h11
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As Bolsas da Europa e de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira, 15, após os testes de uma vacina contra o coronavírus terem se mostrado eficazes nos voluntários. Na Ásia, no entanto, os índices fecharam sem sinal único, após um aumento nas tensões entre Estados Unidos e China ganharem o destaque nos noticiários locais.

Na terça-feira, 14, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que assinou uma legislação para impor sanções a autoridades e entidades da China envolvidas na aplicação da nova lei de segurança nacional em Hong Kong. Trump afirmou ainda que assinou um decreto para encerrar o tratamento especial que Washington concedia à ex-colônia britânica. "Hong Kong será tratado da mesma forma que a China continental", declarou.

Por outro lado, a farmacêutica americana Moderna anunciou que sua possível vacina para a covid-19 produziu anticorpos em todos os pacientes testados, realimentando esperanças de que surja um tratamento viável para a doença. Já a vacina da Universidade de Oxford estaria avançando a níveis positivos, que podem ser anunciados já na próxima quinta-feira, 16.

O otimismo frente a um possível antídoto é justificado pelos preocupantes números da doença: o coronavírus já infectou mais de 13 milhões de pessoas no mundo, causando mais de 570 mil mortes, segundo dados coletados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Bolsas da Ásia

No Japão, o banco central local - conhecido como BoJ - manteve sua política monetária inalterada após reunião concluída nesta quarta, mas se mostrou mais pessimista em relação ao desempenho da economia. O BC japonês agora prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do país sofrerá contração de 4,5% a 5,7% no atual ano fiscal, que se encerra em março de 2021. Anteriormente, sua previsão era de queda de 3% a 5%.

Com a medida, as Bolsas da Ásia ficaram sem sinal único. Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto fecharam com quedas de 1,56% e 2,07% cada, enquanto o Taiex cedeu 0,05% em Taiwan. Já o japonês Nikkei subiu 1,59%, o sul-coreano Kospi avançou 0,84% e o Hang Seng teve ganho marginal de 0,01%. Na Oceania, a Bolsa australiana avançou 1,88%.

Bolsas da Europa

No Velho Continente ainda repercutiu fala da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, que afirmou que União Europeia quer fechar um acordo comercial "ambicioso" com a Índia.

Por lá, os mercados europeus encerraram o dia com ganhos consistentes. Londres e Frankfurt tiveram ganhos de 1,83% e 1,84%, enquanto Paris subiu 1,46%. Enquanto isso, Milão e Madri saltaram 2,02% e 1,84% cada. A única exceção foi a Bolsa de Lisboa, que fechou em queda de 0,68%.

Bolsas de Nova York

Ganhou destaque no noticiário americano, o aumento de 5,4% em junho ante maio da produção industrial dos Estados Unidos, que veio acima do esperado. Também chamou a atenção o Livro Bege do Federal Reserve (Fed, o BC americano), que apontou uma melhora no mercado de trabalho dos EUA, apesar da atividade econômica ainda estar muito abaixo dos níveis pré-crise.

Com isso, o mercado acionário de Nova York subiu, de olho também no resultado melhor que o esperado do lucro do banco Goldman Sachs. Por lá, o Dow Jones fechou em alta de 0,85%, o Nasdaq subiu 0,59% eo S&P 500 registrou ganho de 0,91%.

Petróleo

O mercado de petróleo teve um dia positivo, repercutindo o otimismo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para a recuperação da demanda pela commodity. Contudo, a entidade anunciou que deve reduzir os cortes na produção, de 9,7 milhões de barris por dia (bpd) para "8,1 ou 8,2 milhões de bpd" a partir de agosto. A medida, de acordo com o cartel, reflete a retomada do consumo do petróleo.

Além disso, a commodity também foi favorecida pelo relatório do American Petroleum Institute (API), que estimou no fim da tarde de ontem uma queda de 8,3 milhões no estoque de barris dos Estados Unidos apenas na última semana.

Em resposta, o WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou com alta de 2,26%, a US$ 41,20 o barril. Segundo a agência Dow Jones Newswires, o WTI atingiu o nível de fechamento mais alto desde 6 de março, para o contrato mais líquido. Já o Brent para setembro, referência no mercado europeu, subiu 2,07%, a US$ 43,79 o barril./MAIARA SANTIAGO E GABRIEL BUENO DA COSTA

Estadão
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