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Mercados internacionais fecham sem sentido único, à espera de pacote de US$ 1 tri

Governo dos EUA vem negociando um novo pacote de estímulos fiscais para ajudar a economia americana a superar a crise do coronavírus

6 ago 2020
07h40
atualizado às 18h39
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As Bolsas da Ásia, Europa e Nova York fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 6, com investidores monitorando as negociações para o lançamento de novo pacote fiscal nos Estados Unidos e desdobramentos das tensões entre Washington e Pequim. Além disso, também ficou no radar o mercado de trabalho americano e o comunicado pouco animador do Banco da Inglaterra.

O governo dos EUA vem negociando um novo pacote de estímulos fiscais para ajudar a economia americana a superar a crise do coronavírus. Na quarta-feira, 5, porém, o líder do Partido Republicano no Senado americano, Mitch McConnell, disse em entrevista à Fox News que a Casa Branca ainda está muito distante de chegar a um acordo com a oposição democrata sobre os novos incentivos.

Já a precária relação entre Washington e Pequim também chamou a atenção. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, voltou a criticar a China na quarta, ao dizer que o Partido Comunista do país mantém um "comportamento agressivo". Pompeo também anunciou uma série de restrições a companhias chinesas, usando como argumento a segurança nacional e a proteção a dados de cidadãos americanos.

Bolsas da Ásia

O índice japonês Nikkei caiu 0,43% em Tóquio, mas o chinês Xangai Composto subiu 0,26%, acumulando ganhos pelo quinto pregão consecutivo. Em outras partes da Ásia, o Hang Seng recuou 0,69% em Hong Kong e o Shenzhen Composto - índice chinês de menor abrangência - caiu 0,62%, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,33% em Seul e o Taiex se valorizou 0,87% em Taiwan.

Na Oceania, a Bolsa australiana ficou no azul, impulsionada por ações de mineradoras e petrolíferas. O S&P/ASX 200 avançou 0,68% em Sydney.

Bolsas da Europa

Já a Europa registrou queda generalizada, após a falta de disposição do Banco da Inglaterra em trabalhar mais ativamente para combater os efeitos da covid-19 na economia - a decisão azedou os mercados, principalmente a Bolsa de Londres, que teve queda de 1,27%. O Stoxx 600 também caiu 0,73%, enquanto Paris e Frankfurt cederam ambas 0,54%. Já Milão, Madri e Lisboa perderam 1,34%, 1,16% e 0,56% cada.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, o dia foi mais positivo, com os índices apoiados pelo dado de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA - hoje, o indicador apontou para queda de 249 mil nos novos pedidos, a 1,186 milhão, ante previsão de 1,423 milhão dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Com isso, Dow Jones subiu 0,68%, S&P 500 avançou 0,64% e o Nasdaq ganhou 1%, além de novamente bater recorde de cotação para um fechamento, aos 11.108,07 pontos.

Petróleo e ouro

A preocupação com a retomada da demanda no pós-covid continua no radar dos investidores e pressiona os valores dos barris de petróleo, que tem passado por idas e vindas nos últimos meses com a indefinição em torno da recuperação das principais economias do mundo. Em resposta, o WTI para setembro, referência no mercado americano, fechou em queda de 0,57%, a US$ 41,95 o barril. Já o Brent para outubro, referência no mercado europeu, recuou 0,18%, a US$ 45,09 o barril.

No entanto, essa mesma preocupação fortalece outros ativos. Por mais uma sessão, o ouro voltou a fechar o dia em alta, renovando novamente sua máxima histórica, com ajuda do quadro global incerto e do baixo rendimento dos títulos públicos americanos. Hoje, o metal precioso para dezembro encerrou com ganho de 0,98%, a US$ 2.069,4 por onça-troy./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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