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Com aumento de casos de covid-19, mercado internacional fecha sem sinal único

Anúncio de não renovação de programas de apoio ao crédito nos Estados Unidos também chamou atenção de investidores

20 nov 2020
08h24
atualizado às 19h02
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As bolsas da Ásia fecharam sem sinal único nesta sexta-feira, 20, com os investidores ponderando os sinais mistos em relação aos estímulos nos Estados Unidos, enquanto monitoraram o aumento de casos de covid-19 no Hemisfério Norte. Na Europa no entanto, o dia foi de ganhos, apesar da semana estressante pela qual passou o mercado europeu.

Se por um lado há expectativa quanto a algum entendimento entre os senadores americanos em relação ao novo pacote fiscal, o que deu suporte aos ganhos dos mercados asiáticos e europeus hoje, por outro, pesou o fato de o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, ter informado ao Federal Reserve que não renovará os programas de apoio ao crédito, que terminam em 31 de dezembro.

No Japão, os investidores ficaram de olho no avanço da covid-19. As autoridades de saúde informam que os novos casos da doença sobem a um nível de 2 mil por dia, o que aumentou o receio por novas medidas sanitárias. Nesta sessão, foram conhecidos os números de inflação ao consumidor de outubro, quando houve queda anual de 0,4%, e do índice composto dos gerentes de compras de novembro, que cedeu a 47.

Porém, algum resultado positivo pode ser sentido nos mercados, após a Pfizer anunciar que enviará hoje à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos EUA o pedido de uso emergencial de uma vacina contra a covid-19 que apresentou 95% de eficácia nos resultados finais dos testes.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que o continente enfrentará muitos desafios nos próximos anos, como o aumento da dívida e do envelhecimento, além de ter de lidar com mudanças climáticas e digitalização da economia, um tema sobre o qual discorreu bastante durante o Congresso Bancário Europeu. Ontem, o Tribunal de Contas Europeu avaliou que a Comissão Europeia falha em barrar o avanço das Big Techs na União Europeia (UE). "A pandemia expôs e acelerou as tendências de longo prazo", afirmou Lagarde.

Bolsas da Ásia

O índice Nikkei terminou a sessão em baixa de 0,42%. Na semana, contudo, houve avanço de 0,56%. A Bolsa de Tóquio não abre na segunda-feira, devido ao feriado do Dia de Ação de Graças ao Trabalho.

Na China, o índice Xangai Composto teve valorização diária de 0,44% e semanal de 2,04%, e o Shenzhen Composto teve ganho respectivo de 0,60% e 0,92%. O destaque desta sessão foi a alta de 10% da Shenyang Jinbei Automotive, principal fabricante de minivans da China, em meio à notícia de que o governo chinês vai estimular a venda de automóveis em áreas rurais.

Nos demais mercados, a Bolsa de Seul subiu 0,24%, a de Hong Kong avançou 0,36% e a de Sydney terminou em baixa de 0,12%.

Bolsas da Europa

Na Europa, ajudou os índices o novo aumento nas vendas do varejo em outubro, o que significa que elas estão agora 6,8% acima do nível anterior ao coronavírus", destacam analistas da Capital Economics. No mês passado, o varejo britânico cresceu 5,8%, na comparação anual, acima do esperado por analistas. No entanto, o atual lockdown significa que os gastos do consumidor provavelmente cairão em novembro, pondera a consultoria britânica.

O índice pan-europeu Stoxx-600 subiu 0,47% e registrou ganho semanal de 1,11%. A Bolsa de Londres avançou 0,27%, com alta de 0,56% na semana, Paris teve ganho de 0,39%, com saldo positivo de 2,15% nos últimos cinco dias e Frankfurt teve alta de 0,39%, com ganho semanal de 0,46%. Milão, Madri e Lisboa subiram 0,79%, 0,60% e 1,30% cada.

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta sexta em baixa, com o impacto da decisão de Steven Mnuchin de não renovar os programas de empréstimos. Além disso, apesar de notícias promissoras sobre vacinas contra a covid-19, a escalada da pandemia no curto prazo gera preocupação.

O Dow Jones caiu 0,75%, o S&P 500 recuou 0,68% e o Nasdaq cedeu 0,42%. Na comparação semanal, os dois primeiros índices acionários registraram baixas de 0,73% e 0,77%, respectivamente, mas o Nasdaq subiu 0,22%.

No S&P 500, as perdas foram lideradas pelos setores de tecnologia (-1,05%), industrial (-0,91%) e financeiro (-0,88%). As ações da Apple cederam 1,10%, as do Facebook caíram 1,19% e as do Wells Fargo cederam 2,60%, mas as da Pfizer subiram 1,41%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, com expectativas positivas para a recuperação da demanda, com uma possível retomada econômica após a aprovação de uma vacina contra a covid-19, ainda que a escalada da pandemia no curto prazo gere certa cautela. A possível extensão do acordo de cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de

Petróleo e aliados (Opep+)

para além de dezembro também continuam no radar. Na quarta-feira passada, o ministro da Energia da Arábia Saudita sinalizar ser favorável à manutenção dos cortes.

O WTI para janeiro fechou em alta de 1,24%, a US$ 42,42 o barril. Na comparação semanal, o avanço foi de 5,70%. O Brent para o mesmo mês subiu 1,72%, a US$ 44,96 o barril, enquanto a alta em relação à última sexta-feira foi de 5,10%. / COLABORARAM IANDER PORCELLA E MAIARA SANTIAGO

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Estadão
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