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Só 5 países já vacinam crianças de 5 a 11 anos; veja lista

Pfizer anunciou que seu imunizante é eficaz nesta faixa etária, mas ainda aguarda aprovação

21 set 2021 05h11
| atualizado às 07h28
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As vacinas contra a covid-19 estão sendo aplicadas massivamente em adultos desde dezembro de 2020. Alguns países começaram a imunizar os adolescentes no segundo trimestre deste ano, movimento que ganhou mais força recentemente com o avanço das campanhas de vacinação em diversas nações. Mas a vacinação de crianças ainda é algo raro.

Mulher segura frasco rotulado como de vacina contra covid-19 em foto de ilustração
10/04/2020 REUTERS/Dado Ruvic
Mulher segura frasco rotulado como de vacina contra covid-19 em foto de ilustração 10/04/2020 REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

Nesta segunda-feira, 20, a Pfizer anunciou que sua vacina é eficaz em crianças de cinco a 11 anos. A farmacêutica divulgou a informação por meio de um comunicado à imprensa e ainda não apresentou dados de estudos. Ao menos outras quatro empresas também estão testando suas vacinas em crianças: Sinovac (CoronaVac), Sinopharm, Bharat Biotech (Covaxin) e Moderna.

Pelo menos cinco países aprovaram o uso de imunizantes contra a covid-19 no público menor de 12 anos. A China autorizou a aplicação da Coronavac e da vacina da Sinopharm em crianças acima de 3 anos. A Sinopharm também foi aprovada para isso nos Emirados Árabes Unidos. A vacina da Pfizer está sendo usada em Israel a partir dos 5 anos, para determinados problemas de saúde. Na América Latina, as crianças acima de 6 anos com comorbidades estão sendo vacinadas com Coronavac no Chile. Em Cuba, crianças a partir de 2 anos podem ser imunizadas com a vacina Soberana 2, desenvolvida na ilha.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que, no momento, não há nenhum pedido de autorização de uso de vacinas contra a covid-19 em crianças e adolescentes para ser analisado. O Instituto Butantan pediu autorização em agosto para aplicar a Coronavac em crianças acima de 3 anos de idade, mas a agência negou a solicitação por falta de dados. A Anvisa informou que não houve mudanças recentes nesse processo.

O imunologista Jorge Kalil diz que o teste de imunizantes nesse público possui muitas peculiaridades. "A gente sempre preserva as crianças ao máximo", afirma. Ele fala que os estudos de novos imunizantes costumam iniciar com adultos abaixo de 60 anos e saudáveis e, aos poucos, vai incluindo os grupos mais vulneráveis.

Kalil diz que este universo ainda é muito novo e não há resultados publicados mostrando a eficácia de vacinas em crianças. "Agora precisamos ajustar a dose para crianças para que os efeitos colaterais sejam menores. Elas geralmente têm uma resposta imunológica boa", afirma. O especialista acredita que é importante proteger as crianças da covid-19 e espera que haja imunizantes seguros e eficazes para essa faixa etária ainda em 2021.

Estadão
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