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Afastamentos por COVID-19 custaram mais de R$ 115 bi às empresas

Pesquisa aponta que a pandemia gerou um custo extra de R$ 42 bilhões em licenças médicas para as empresas nacionais

20 dez 2021 16h38
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A Covid-19 transformou completamente todos os setores da sociedade, principalmente a saúde, economia e educação. Para as empresas além de muitas terem fechados as portas os afastamentos se intensificaram muito. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência em 2020, a Covid-19 foi a terceira maior causa de concessões de benefício por incapacidade temporária no país.

Foto: DINO / DINO

O levantamento realizado em outubro de 2021, também mostrou que nos primeiros sete meses de 2021 já foram concedidos 108.263 benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) para trabalhadores com transtornos mentais e comportamentais.

No grupo de 468 doenças estão incluídos transtornos como depressão, ansiedade, pânico, esquizofrenia, estresse pós-traumático, transtorno bipolar e fobia social. A depressão e ansiedade estão como os principais caso de pedidos de afastamentos. Foi a principal causa de afastamentos do trabalho acima de 15 dias e gerou o maior número de benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) nos primeiros sete meses de 2021. Até julho, foram 68.014 concessões, segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência. O número já equivale a 54,5% das liberações para segurados com a doença em todo ano passado.

Uma pesquisa da Closecare, startup focada em gestão de saúde corporativa, feito também em outubro, apresentou números consideráveis sobre o custo das empresas com afastamento de funcionários por motivos de saúde durante a pandemia. De acordo com a pesquisa, a pandemia custou mais de R$ 115 bilhões às empresas brasileiras em custo direto com faltas justificadas por meio de licenças médicas (atestados médicos). O levantamento foi feito com cerca de 60 mil vidas e mais de 200 mil atestados na base, calculando o impacto das ausências dos colaboradores para as organizações no intervalo de janeiro de 2020 a agosto de 2021.

Este número representa uma alta de 57% em relação ao valor gasto com absenteísmo entre janeiro de 2018 e agosto de 2019. "O crescimento foi impactado pelo aumento do tempo médio de afastamento por atestado que cresceu 30% no período e pelo crescimento do número absoluto de atestados entregues às empresas", afirma André Camargo, CEO da Closecare.

Ainda de acordo com a pesquisa, houve um acréscimo de 20% no número de documentos comprovando o afastamento de funcionários em relação ao período pré-pandêmico, chegando a expressivos 183,6 milhões de atestados registrados. Além disso, o tempo médio de ausência dos funcionários cresceu de 2,7 dias por atestado para 3,5 dias. Por fim, durante o pico da segunda onda, em março de 2021, cerca de 37% dos atestados apresentados eram por conta da COVID-19.

Por fim, a pesquisa trouxe à tona o quanto o empresário brasileiro gasta com os absenteísmos justificados. Para um atestado médico médio com duração de 2,5 dias, o empresário gasta cerca de R$ 484,20, enquanto, para um atestado de COVID com 14 dias de duração, o custo sobe para R$ 2.500.

"Com o avanço da vacinação, estes números, agora alarmantes, tendem a cair. Estamos com um projeto de realizar novas edições da pesquisa de Impacto Econômico da COVID para criar uma comparação ampla da situação do absenteísmo no Brasil", finaliza o CEO.



Website:

https://www.closecare.com.br/
DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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