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Coronavírus

'A queda na minha renda foi de 90%', diz comerciante

Felipe Trotta sentiu os efeitos da crise econômica a partir de 2015

3 ago 2020 - 05h10
(atualizado às 07h50)
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Felipe Trotta, de 40 anos, ainda se lembra da primeira vez que sentiu os efeitos da crise econômica batendo à sua porta. Em 2015, havia inaugurado a casa de espetáculos Baródromo, no Rio, voltada à apresentações de samba. "A ideia era reunir um espaço de celebração da música na região da cidade onde o samba nasceu e que estava sendo revitalizada por projetos da Petrobrás. O futuro parecia perfeito."

Movimentação no comércio de São Paulo após a flexibilização das regras de isolamento.
Movimentação no comércio de São Paulo após a flexibilização das regras de isolamento.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil - 16/7/2020 / Estadão Conteúdo

Naquele ano, porém, o País entraria em recessão e os efeitos da queda do preço do petróleo e das denúncias de corrupção enterrariam os investimentos no bairro. A casa de shows quase faliu.

"Acabamos mudando de endereço, mas foi até melhor. Depois da crise, a casa crescia. Até que veio a pandemia e fechamos de vez". Trotta ficou só com outro estabelecimento que tinha, o Cine Botequim, de menor porte.

"A queda na renda foi de 90%. Cartão de crédito e previdência privada já eram, e acabei mudando para uma casa menor. A gente tinha criado um museu informal do carnaval, mas o sonho foi desfeito. As alegorias, que enfeitavam a casa de shows, agora envelhecem em um galpão."

Estadão
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