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600 mil mortos pela covid: atingidos pela pandemia lutam para que tragédia não seja esquecida

Quem perdeu um parente ou sofre com sequelas se mobiliza para ajudar outros; País vê queda de casos, mas especialistas alertam que efeitos da covid ainda vão se estender

8 out 2021 17h00
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O Brasil atingiu nesta sexta-feira, 8, a marca de 600 mil mortos pela covid-19 - mais gente do que as populações de sete capitais do País, como Florianópolis e Vitória. Com o avanço da vacinação e a queda de infectados, cresce nos hospitais e nas ruas a sensação de que o pior foi superado. Especialistas, porém, destacam que a crise sanitária pode ter reviravoltas e seus efeitos são duradouros. Além do risco de novas variantes, o patamar de vítimas ainda é alto (perto de 500 por dia) e há demanda por doses de reforço e cuidado com as sequelas do vírus. Para quem sofreu na pele, a luta é para seguir em frente, mas fazer com que a tragédia não seja esquecida.

O balanço mais recente, divulgado nesta tarde, contabiliza 600.077 vítimas, segundo o consórcio de veículos de imprensa. Conforme balanço da Fiocruz, entre 12 e 25 de setembro o total de hospitalizados no País caiu 27,7% e o de óbitos, 42,6%. Em 25 Estados, a taxa de ocupação de leitos de UTI covid é inferior a 60% - exceto Distrito Federal e Espírito Santo. "Olhando os dados, consideramos que o pior da pandemia passou", diz o superintendente de Vigilância em Saúde do governo catarinense, Eduardo Macário.

"Mas ainda não podemos largar medidas de prevenção. Seguimos com média elevada de casos novos e boa parte da população não está (completamente) imunizada", completa ele. Algumas cidades - como São Paulo e Rio - já preparam o relaxamento da exigência de máscaras, o que médicos consideram precoce.

Estadão
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