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Vitamina D e imunidade em tempos de pandemia

A exposição ao sol interfere diretamente nos níveis de Vitamina D e no organismo para que possamos sintetizá-la

1 mar 2021
17h34
atualizado em 5/3/2021 às 16h16
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Segundo pesquisa científica publicada em 2020 pelo Journal of Clinical Endoc rinology & Metabolism e feita na Espanha sobre o papel da Vitamina D em pessoas que contraíram a Covid-19, constatou-se que baixos níveis dela foram observados em um grupo de 216 pacientes internados em um dos hospitais do país com o coronavírus, na comparação com 197 pessoas que estavam fora do hospital, sem registro dela. Essa deficiência foi constatada entre 82,2% das pessoas hospitalizadas, contra 47,2% no grupo chamado "controle", usado para comparação.

"Por conta da pandemia, muitas pessoas estão trancadas dentro de casa, passam cada vez menos tempo expostas ao sol, além de outros fatores como o consumo de comidas industrializadas e até mesmo noites mal dormidas, que também são causadores dos baixos níveis de produção dessa vitamina em nosso corpo", observa Fábio Gabas, médico integrativo e de medicina preventiva, neurocientista, pesquisador e palestrante. 

A exposição ao sol interfere diretamente nos níveis de Vitamina D e no organismo para que possamos sintetizá-la. Outro fator é a quantidade de melanina, o que dá a pigmentação da pele. Quanto mais melanina, menor será a absorção de UVB. No caso da produção endógena, se a pessoa não toma sol adequadamente, já é um fator de deficiência da Vitamina D, porque o organismo precisa dos raios ultravioletas para produzir a colecalciferol, que é um tipo de vitamina produzida pela pele quando exposta ao sol e que depois vai para o fígado e rins para se transformar na Vitamina D ativa, explica o médico e neurocientista. 

Hoje estima-se que no Brasil, 60% dos adolescentes tem déficit ou insuficiência de Vitamina D, nos adultos esse número fica entre 40% e 58% e nos idosos, de 42% a 83%. Com a pandemia, esses números têm chamado cada vez mais atenção.

"A vitamina D possui função importante em grande maioria dos nossos tecidos e um  papel no sistema anti-inflamatório, imunomodulador, anticâncer, para síntese de osso e proteção de outras doenças como o diabetes", explica o médico Gabas. 

Dica de ouro:

Uma forma de encontrar essa vitamina é através do consumo de peixes de águas frias como o salmão, em carnes e ovos, além de fontes vegetais que é a chamada Vitamina D2, que vem especialmente de fungos. Porém, a grande maioria dela é sintetizada endogenamente.

"Nós possuímos na pele o que chamamos de pré Vitamina D, que é chamada de 7Dehidrocolesterol, o hormônio que vem do colesterol, como a grande maioria dos hormônios", comenta.

Qualquer médico pode avaliar o nível de Vitamina D no corpo, no entanto, aqueles que são da medicina integrativa, tem um comprometimento maior na avaliação dos seus níveis de nutrientes e micronutrientes. Hoje, sabemos que outros parâmetros precisam ser analisados junto ao médico para que ele possa se aprofundar mais no entendimento, no aspecto preventivo de doenças.

"Não é somente pelo nível no sangue que é necessário observar a na falta de Vitamina D. Os níveis de paratormônio, de cálcio iônico, entender a qualidade desse receptor da Vitamina D, também devem ser avaliados. O objetivo da medicina preventiva é que seja personalizado e não genérico. Uma avaliação mais aprofundada de outros parâmetros bioquímicos são fundamentais para poder ser feito um trabalho personalizado e que vai funcionar de maneira mais eficaz", conclui o médico. 

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