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Seca é a nova realidade do oeste dos Estados Unidos

Crise climática e o consumo excessivo de água estão secando dois grandes reservatórios nos Estados Unidos, alerta PNUMA/ONU e podem virar uma piscina morta

4 ago 2022 - 06h00
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PNUMA/ONU aponta a realidade de duas décadas de grandes desastres causados por inundações, secas e outros eventos relacionados à água. Crise climática e o consumo excessivo de água estão secando dois grandes reservatórios nos Estados Unidos.

As Nações Unidas informaram que dois grandes reservatórios nos Estados Unidos correm o risco de atingir o "status de piscina morta" após as águas terem caído para o nível mais baixo. Milhões de pessoas dependem do recurso e da eletricidade fornecidos por estas infraestruturas. 

Especialistas do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, ressaltam que a nova realidade é  resultado da crise climática e do consumo excessivo de água.

Foto: Climatempo

Lago Powell, da represa Glen Canyon, construído na década de 1960 (Foto: ONU News-Elizabeth Scaffidi)

Obra-prima da engenharia

No Lago Mead, cobrindo os estados de Nevada e Arizona e, no Lago Powell, em Utah e Arizona, o nível das águas estaria "tão baixo que não poderia mais fluir e abastecer as usinas hidrelétricas".

O reservatório do Lago Mead é o que mais concentra e água artificial dos Estados Unidos e foi criado na década de 1930 durante a construção da Barreira de Hoover, que é considerada uma obra-prima da engenharia. 

Segue-se o Lago Powell construído na década de 1960, quando da edificação da represa Glen Canyon.

Nova realidade de muita seca

A especialista em ecossistemas do Pnuma, Lis Mullin Bernhardt disse que as condições observadas no oeste americano, ao redor da bacia do rio Colorado, "estão tão secas que há mais de 20 anos que não se fala mais de seca". Ela definiu que o status é de "uma nova realidade de muita seca".

Além de fornecer água e eletricidade para milhões de pessoas, as represas apoiam a  irrigação na agricultura em Nevada, Arizona, Califórnia, Wyoming, Colorado, Novo México e México. Especialistas alertaram que com a piora da crise deverão ser feitos cortes no abastecimento de água, e ainda assim, "também podem não ser uma medida suficiente".

Para a responsável pelo ecossistema do Pnuma na América do Norte, Maria Morgado, é essencial regular e gerenciar a oferta e a demanda de água em curto e longo prazos. Mas defende que as mudanças climáticas estão no centro dessa questão.

Reservas 

A especialista considera que a longo prazo é preciso abordar as causas das mudanças climáticas, bem como as demandas de água. 

Nos últimos 20 anos, 90% dos grandes desastres causados por inundações, secas e outros eventos estiveram relacionados à água. 

Com a maior frequência das secas, as pessoas em áreas com escassez de água se tornarão cada vez mais dependentes das reservas subterrâneas. A situação resulta da capacidade de amortecimento e da resiliência à variabilidade climática.

O aumento da demanda pela alta da população e a irrigação na agricultura é agravado pelos efeitos das mudanças climáticas.

A diminuição das chuvas e a alta da temperatura aceleram  a evaporação das águas superficiais e tem impacto na degradação da terra, reduzindo a umidade do solo.

Fonte: ONU News

Climatempo
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