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Baixa umidade do solo deixa a semeadura mais lenta no RS

Milho: com a falta de umidade no solo as plantas estão protelando a emissão da espiga

19 nov 2021 15h08
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De acordo com o último boletim do dia 18/11 da Emater, o Rio Grande do Sul já completou 85% da colheita do trigo. Com relação a soja, 52% foi instalada.

A semeadura está mais lenta a partir de agora pela baixa umidade do solo nos municípios gaúchos de Santa Rosa, Ijuí, Caxias, Frederico, Santa Maria, Passo Fundo, Erechim e Porto Alegre. Além disso, a emergência não está uniforme.

Milho

O mesmo relatório da Emater, mostra que o plantio de milho atinge 85%. A lentidão dos trabalhos também está relacionado a baixa umidade do solo. De uma forma geral, em todo o Rio Grande do Sul, 20% das áreas estão em fase de floração e 11% em enchimento de grãos. Em São Borja, 70% das lavouras estão na fase crítica de florescimento e enchimento de grãos. Em Ijuí, a cultura está em final do estádio vegetativo e entrando no reprodutivo, com aproximadamente 20% da área cultivada em emissão do pendão.

Com a falta de umidade no solo as plantas estão protelando a emissão da espiga. Nas lavouras de sequeiro há sintomas de déficit hídrico, com plantas murchas, paralização do crescimento, folhas enroladas, encurtamento do pendão e senescência das folhas baixeiras.

Em Santa Rosa, a falta de chuva dos últimos dez dias, aliada às condições climáticas de altas temperaturas e ventos secos, fez com que as plantas comecem a murchar, amarelecer nas folhas baixeiras e "enrolar" as folhas ponteiras para reduzir a evapotranspiração. Há áreas em florescimento e enchimento de grãos, fases vulneráveis à falta de umidade do solo, pois é fundamental para que ocorram boa polinização e formação de espigas.

Em Caxias do Sul, lavouras começam a apresentar sintomas de déficit hídrico. Essa situação não permite a aplicação da adubação nitrogenada que está sendo adiada até o retorno de umidade.

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