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Ano de 2021 ficou entre os sete mais quentes da história

Mesmo com La Niña, o ano passado foi um dos mais quentes já registrados, segundo a Organização Meteorológica Mundial

20 jan 2022 04h27
| atualizado às 08h02
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Onda de calor atinge o RS e temperatura pode passar de 40ºC
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Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press

Apesar do La Niña ter refrescado a temperatura média global, o ano passado foi um dos mais quentes já registrados. A Organização Meteorológica Mundial prevê que aquecimento global continue, devido aos níveis recorde de gases de efeito estufa na atmosfera.

O ano de 2021 foi um dos sete mais quentes já registrados, de acordo com dados coletados pela Organização Meteorológica Mundial, OMM. 

A agência da ONU divulgou na quarta-feira, 19 de janeiro, que o aquecimento global e outras tendências climáticas devem continuar a longo prazo, como resultado de índices recorde de calor preso em gases de efeito estufa na atmosfera.  

Tendência de aquecimento

Apesar do fenômeno La Niña, que vem atuando desde 2020 ter resfriado temporariamente as temperaturas médias globais, o ano passado registrou 1.11° C acima dos níveis da era pré-industrial (1850-1900).

Com isso, 2021 foi o sétimo ano consecutivo em que a temperatura global ficou mais de 1°C acima dos níveis pré-industriais. 

A OMM utiliza seis bases de dados internacionais para garantir uma análise de temperatura mais completa possível.  

A agência explica que desde 1980, cada década tem sido mais quente do que a anterior e a tendência é de que continue sendo assim. Os anos de 2016, 2019 e 2020 foram os três mais quentes já registrados.  

Secas 

O secretário-geral da OMM declarou que o "aquecimento de longo prazo devido às emissões de gases tem sido muito maior do que a variabilidade ano a ano das temperaturas médias globais causadas por fatores climáticos".

Petteri Taalas afirmou que "o ano de 2021 será lembrado por temperaturas recorde de 50° C no Canadá, por chuvas excepcionais e por enchentes fatais na Ásia e na Europa, além de secas na África e em partes da América do Sul".  

Impactos negativos 

O chefe da OMM lembra que os impactos da mudança climática e de perigos ligados ao clima tiveram "impactos arrasadores na comunidades de todos os continentes".  

A temperatura é apenas um dos indicadores da mudança climática. Outros fatores incluem concentrações de gases de efeito estufa, calor nos oceanos, pH oceânico, nível do mar, volume glacial e extensão do gelo marinho.

A agência da ONU lembra que o Acordo de Paris busca manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C acima dos níveis da era pré-industrial. 

Com a marca de 1.11°C acima da era pré-industrial, alcançada em 2021, a temperatura global já está se aproximando dos limites estipulados pelo acordo internacional.  

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